A cura pelas mãos.

A CURA PELAS MÃOS

O ESPIRITISMO E A CURA PELA IMPOSIÇÃO DAS MÃOS

ADIRSON MIGUEL DA ASSUNÇÃO

Cura Magnética

Há milhares de anos, a cura por imposição das mãos vem sendo praticada em todo o planeta. Na Igreja Católica, desde a Igreja primitiva até os dias de hoje e especialmente regulamentado no Concílio de Trento, o ato de imposição das mãos permanece sendo utilizado nas ordenações. Também é uma das ações comuns quando se reza pelas pessoas pedindo a Deus por curas, bênçãos e libertações. Este ato é muito utilizado nas igrejas cristãs, em especial, entre os carismáticos e os evangélicos nas suas orações de intercessão. A imposição de mãos é um gesto sacramental, referido no Novo Testamento da Bíblia pelo qual, os apóstolos de Cristo ministravam curas e ordenavam os fiéis como os novos missionários, diáconos, presbíteros, pastores e bispos.

As Igrejas Cristãs têm uma longa tradição em adotar práticas que estimulam o crescimento espiritual de seus membros baseadas nas ações de Jesus descritas na Bíblia e, uma delas é a prática da imposição de mãos e, mais recente, a prática do reiki, que é uma filosofia que se utiliza da técnica de imposição de mãos, similar a que Jesus praticava. Existem ainda, outras técnicas de cura pelas mãos conhecidas como cura energética, cura espontânea, cura prânica, medicina energética, dentre outras. Na Casa Dom Inácio de Loyola, que é uma instituição de caridade situada em Abadiânia, GO, esta prática pode ser constatada semanalmente de quarta a sexta-feira.

A casa foi fundada em 1976 por João Teixeira de Faria, o João de Deus, que é um médium que incorpora mais de trinta entidades espirituais sem ter tido para tanto nenhum tipo de aprendizado acadêmico, trata-se de um dom natural. A casa Dom Inácio de Loyola é conhecida como hospital espiritual e foi construída através de ajuda de amigos e familiares do seu fundador. Esta casa recebeu o nome “Casa de Dom Inácio de Loyola” em homenagem ao jesuíta Inácio de Loyola, o mentor espiritual de João de Deus.

O escritor Estrich (2007) ao citar o pesquisador Franz Mesmer, revela que no final do século XVIII, esse pesquisador levantou a hipótese de que durante a imposição das mãos havia um intercâmbio de energia vital sutil de natureza magnética entre curandeiro e paciente. Ainda segundo o autor há relatos que a Dra. Justa Smith também comprovou experimentalmente que os campos magnéticos produzem efeitos qualitativamente semelhantes aos das energias curativas, visto que os dois tipos de energia podiam acelerar a atividade das enzimas em solução. Embora a Dra. Smith verificasse que diferentes enzimas eram afetadas de forma distinta pelas energias curativas, a alteração na atividade enzimática sempre se fazia no sentido de melhorar a saúde celular.

A Dra. Smith descobriu ainda, que os curadores também podiam restaurar enzimas danificadas. Isso demonstra o princípio de que as energias curativas são de natureza entrópica negativa, isto é, elas fazem com que os sistemas se tornem mais ordenados. Pesquisas adicionais com diferentes curadores mostraram que as energias curativas podiam produzir outros efeitos entrópicos negativos em sistemas químicos não vivos. Em seus experimentos a Dra. Smith usou detectores magnéticos de grande sensibilidade para medir campos magnéticos emitidos pelos curadores, embora nenhum jamais chegasse a ser detectado.

Em estudos mais recentes, utilizando detectores magnéticos ultra-sensíveis, constatou a ocorrência de aumentos, pequenos, porém mensuráveis, no campo magnético emitido pelas mãos do curador durante o processo de cura. Assim, embora as energias curativas produzidas pela imposição das mãos sejam realmente de natureza magnética, e alguns de seus efeitos sobre os sistemas biológicos assemelhem-se qualitativamente àqueles causados por campos magnéticos de alta intensidade, elas são extremamente difíceis de detectar com os aparelhos de mensuração convencionais.

As pesquisas da Dra. Kriger demonstraram que as energias dos curadores podiam aumentar os níveis de hemoglobina nos pacientes, um fenômeno semelhante ao aumento no conteúdo de clorofila em plantas tratadas por um curador. Esse foi um dos primeiros parâmetros utilizados para efetuar mensurações bioquímicas quantitativas em seres humanos com o propósito de detectar os efeitos das energias curativas. A Dra. Kriger avançou em suas pesquisas e demonstrou que as pessoas podiam aprender a efetuar curas. Suas enfermeiras-curadoras conseguiam produzir elevações nos níveis de hemoglobina dos pacientes semelhantes àquelas produzidas por pessoas naturalmente dotadas do dom de curar, demonstrando que a capacidade de realizar curas é um potencial humano inato e pode ser aprendido. Já os experimentos do Dr. Miller realizados com alguns curadores, mostraram que as energias curativas podiam afetar sistemas vivos e não-vivos a uma distância de mais de 559,23 milhas, o que corresponde aproximadamente 900 Km. No entanto, há relatos que a energia gerada na Casa Dom Inácio de Loyola, pelo grupo de orações (corrente) tem o poder de curar a qualquer distância, ultrapassando até mesmo as fronteiras brasileiras. Talvez, por este motivo é possível encontrar milhares de estrangeiros vindo de toda parte do mundo a procura de alívio para seus sofrimentos.

As diversas espécies de energias curativas estão associadas a uma variedade de fenômenos. A cura por imposição das mãos poderia ser descrita de forma mais precisa como cura magnética. Ela é realizada com as mãos do curador bem próximas do paciente e seus efeitos tendem a se manifestar principalmente nos níveis físico-etérico de reequilíbrio. De modo oposto, a cura espiritual atua não apenas nos níveis físico e etérico como também contribui para o reequilíbrio dos níveis das funções: energética, astral, mental e de outros níveis superiores. Além do mais, a cura espiritual pode ser realizada tanto na presença do paciente como também, com o paciente e o curador separados por grandes distâncias. A energia, na forma de um campo magnético invisível, passa através do sangue, ossos e tecidos, tão facilmente quanto à energia da luz passa através de uma chapa de vidro. Deste modo, pode-se concluir que nós não somos tão somente um corpo físico com um espírito. Mas sim, prioritariamente somos um espírito que se utiliza da matéria.

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