Psicografia: Uma Explicação sobre as Trevas

Autor: Joseph Gleber
Médium: Elerson Gaetti
Email: gaettijardim@gmail.com

Que a paz do Deus Altíssimo possa sempre se sentida nos corações e mentes de meus irmãos.

Ao longo dos séculos de uma prolongada infância espiritual, o homem esperou encontrar as esferas angelicais ou as trevas absolutas após a perda do seu veículo de manifestação no mundo mais denso. Contudo, a morte apenas deixa-nos frente a frente com o espelho de nossa consciência e passamos a nos encarar sob o olhar crítico de nosso passado, dos erros e dos acertos. Para aqueles que julgavam merecer os céus, decepção; para aqueles que esperavam imergir em um inferno de trevas absolutas, o alívio temporário e irrisório ao verificar que a escuridão não é absoluta e, tampouco, eterna. As “trevas” e o “céu” são frutos de abstração da mente, mas os complexos de culpa acabam por transportá-los às esferas de recomeço.

O conceito que meus irmãos fazem da vida após a vida é profundamente influenciada pela atenção que os mesmos deram ou dão ao seu aprimoramento espiritual ao longo de suas últimas jornadas “físicas”. Como levamos a vida quase sempre sem o devido comprometimento com os objetivos reencarnatórios, sem o devido compromisso com o aprimoramento pessoal, acreditamos que a morte irá nos transformar em algo melhor do que realmente somos, o que constitui ilusão com ares de triste comédia ou tragédia medieval; uma ilusão.

Somos o que conquistamos e nem uma vírgula a mais ou a menos. Digo essas palavras para situá-los em nossas esferas e planos de atuação.

Da mesma forma que a ciência e o conhecimento adquirido lançam o homem para níveis mais elevados de consciência e compreensão do seu entorno, reforçando a fé na Providência e acalmando os clamores da alma, permite que o ser em evolução se reconheça como parte de um todo muito maior, sendo que do nosso lado o mesmo fenômeno se repete, com o agravante de que na ausência do corpo físico as fronteiras da sensibilidade e da razão se dilatam exponencialmente e temos outra visão do mundo. Essas palavras serão lembradas por todos vocês quando a “viagem da morte” se processar. Que essa visão venha a retirar as ilusões e a neblina que a vida física interpõe a todos que ingressam na Terra.

Universidades, centro de pesquisa e divulgação de periódicos e jornais, laboratórios e escolas de todos os tipos fazem parte da rotina das colônias espirituais que ocupam todos os planos ou faixas vibratórias que compõem o orbe terreno, Nessas instituições, o conhecimento adquirido é diretamente proporcional à capacidade de compreensão dos seus habitantes, de forma que o progresso científico acaba se dando de forma aparentemente autônoma entre as diferentes esferas, mas isso é apenas a primeira impressão.

Digo “aparentemente” porque a espiritualidade amiga sempre ampara as iniciativas de crescimento que se encontram em desenvolvimento em planos menos evoluídos, desde que se encontrem em harmonia com as leis divinas e com o planejamento dos Imortais para o mundo. Muitos são os pesquisadores que, por intermédio da intuição e outras formas de sensibilidade mediúnica, no plano dos encarnados ou próximos a ele, que recebem orientações e auxílio das esferas superiores, são os “insights”. Assim foi com Darwin, Bohr, Schrödinger, Hoyle, Pasteur, Koch, Chagas, Cruz, Kardec, Einstein, Feynman e tantos outros fora das áreas de biologia e física, que tanto aprecio. Esse processo ocorreu dos dois lados da vida.

Na maioria dos casos, esses homens de intelecto aguçado também eram depositários de noções elevadas de cidadania e muitos se converteram em verdadeiros estandartes de uma humanidade que não se preocupava apenas com as aparências e criticaram a maneira pueril com que tantos encaravam a existência terrena. Pacifistas ou não, suas visões amplas do mundo que os envolvia, acabaram dilatando a nossa estreita percepção, protegendo-nos de nós mesmos.

Dessa forma, não estranhem quando dizemos que as diferentes esferas da vida se interconectam e que a morte não representa uma ruptura, mas apenas uma necessária transição de fase, para um novo preparo e refazimento.

Cada esfera espiritual, com sua psicosfera característica, possui normas peculiares associadas às leis divinas, dando-lhes um sentido que pode ser compreendido por todos. O que muda não são as leis do Criador, mas nossa compreensão das mesmas, baseando-se no amor, justiça e misericórdia. Posso dizer que um fluxo gigantesco de informações e conhecimento segue de um plano para outro e de uma colônia para outra, mas sob intenso controle espiritual baseado no merecimento e observância das leis divinas, de maneira que podemos sugerir e intuir, mas nunca “fazer” ou “determinar” algo em planos inferiores ao que habitamos, como um respeito ao processo de crescimento espiritual e livre-arbítrio.

A tecnologia se aprimora e enquanto envergarmos corpos com alguma materialidade, a ela iremos recorrer em diversos momentos, potencializando nossas capacidades espirituais. Pode-se verificar que a dependência à tecnologia apresenta relação inversa com a evolução espiritual do irmão. Para os espíritos libertos do processo reencarnatório, despidos dos invólucros grosseiros, a mente é o único instrumento de que necessitam para entrar em sintonia com o universo, em sua plenitude.

O intelecto e a elevação espiritual não são sinônimos e mentes poderosíssimas podem ser encontradas nos umbrais da dor e do desespero, tramando estratégias de domínio e se servindo de uma irrestrita dependência das energias do plano físico que muitos espíritos desencarnados possuem, dementados e ignorantes do que os envolve, e procuram manter amplas áreas do orbe terreno, nos seus diversos planos, sob seus domínios diretos ou indiretos. Logicamente que não são demônios, posto que a própria Doutrina dos Espíritos nos informa que tudo evolui e se regenera, incluindo as lideranças das trevas.

Nesse caso, esses irmãos cristalizados no mal acabam lentamente deixando de lado seu “modus operandi” e se transformam em direção à Luz, recebendo todo auxílio necessário para tanto, mas também sofrendo as consequências de seus erros de outrora. Contudo, o processo é lento e não podemos, em hipótese alguma, supor ou declarar que esses espíritos são ignorantes. Eles erram e se mantêm no erro por orgulho e egoísmo, não admitindo partilhar o que conquistaram e tampouco permitem que os homens sigam um caminho próprio, independente. Eles são suficientemente astutos para dissimular sua existência, além de criarem discussões estéreis no seio das mais variadas crenças religiosas. Os primogênitos da relação desses irmãos com a humanidade são o fanatismo e a intransigência.

Tais forças também se congregam em colônias, comunidades e fortalezas espirituais nos planos vibratórios abissais e subcrostais, onde também criaram escolas e universidades da dor, obsessão-vampirismo e perversão, onde desenvolvem tecnologias capazes de afetar o comportamento de encarnados e desencarnados que habitam as esferas mais densas.

Enquanto nas comunidades que buscam a Luz a intuição trabalha junto ao esforço gratificante na solução dos maiores desafios científicos e descobertas do futuro, nas áreas trevosas do mundo os detentores do conhecimento escravizam amplas parcelas de suas populações, procurando interferir com a condição vibratória de muitos, além de modificar as condições dos reencarnantes, bem como utilizar meus irmãos encarnados como fontes de energias indispensáveis para retardar ou minimizar o processo de degeneração perispirítica, as quais sobrevêm em função da densidade vibratória onde vivem.

Muitos admiradores da sublime Doutrina dos Espíritos imaginam a vida em nossas esferas como algo totalmente etéreo e paradisíaco, sendo que o verdadeiro paraíso somente pode ser adentrado pelo trabalho sério e se encontra no interior de cada um de nós; é um estado de ânimo, espírito, e não um local determinado.

O processo de transição planetária se acelera profundamente no momento em que a capacidade tecnológica das trevas ameaça produzir danos ainda mais severos à psicosfera terrena. Esse processo de renovação acabará por transferir, para diversos mundos primitivos, aqueles irmãos que se comprazem com a dor alheia, que tentam subverter a ordem natural das coisas em todas as esferas da vida. Todavia, não temam. Nosso amoroso Pai estabeleceu as condições adequadas para que todo o processo se efetue e, no seu desenrolar, o homem adquira a maioridade que irá impedir que estabeleça sintonia com aqueles que querem o fim da humanidade como força criativa e transformadora. O amor é o sentimento que atua como divisor de águas nesse amplo planejamento. Aqueles que amam aprenderão os porquês de tudo, com o tempo; aqueles que vivem para odiar, aprenderão, como a própria lenda da primeira família humana, o valor da solidariedade e do auxílio recíproco no trabalho duro, na natureza áspera de um mundo jovem. Esses seres que não acordaram para a verdadeira razão de viver conhecerão a dor novamente e se lembrarão da Terra como o paraíso perdido e tecnologia deixada para trás será transferida para os livros e lendas desses povos como o fruto proibido da árvore do conhecimento, como fizeram com as lendas bíblicas de Adão e Eva.

Tenham absoluta segurança de que, em nosso plano, exercemos as mesmas atividades que vocês desenvolvem aí, com a diferença de que os atores desses dramas de mantêm em seus papéis por séculos ininterruptos. Outro aspecto que merece destaque é que entendemos perfeitamente o processo de intercâmbio com os planos mais elevados e sublimes; logo, todo o processo de descoberta e aprimoramento técnico se acelera. O plano físico se destina mais ao aprimoramento dos valores pessoais, principalmente os de caráter moral e espiritual. Devo ressaltar, também, que, em nosso meio, o ranço e orgulho acadêmicos não existem ou são pouco pronunciados, uma vez que essas características são frutos do orgulho, egoísmo e dos preconceitos, que são expurgados nas regiões de restabelecimento, nos “umbrais” , e o “eu” dos pesquisadores vai se apagando em prol de algo maior e mais digno, o crescimento geral.

Temos, também, um outra compreensão das leis físicas e do Criador, de forma que não gastamos o precioso tempo com experimentos que as ferem, além de apresentarmos códigos de ética e conduta que são muito mais rigorosos, uma vez que o maior discernimento e conhecimento nos obriga a uma maior responsabilidade diante de tudo, emanando da força maior que nos estrutura a existência. O conhecimento tecnológico abre as portas desse universo multidimensional, mas é o amor fraterno que nos habilita a entrada nesses planos.

As mentes poderosas, mas destituídas de sintonia com o progresso geral, somente serão senhoras de si mesmas quando seus detentores puderem sentir o poder do amor que repara e reconstrói. Antes disso serão vasos secos ou vazios. Seu reinado provisório se aproxima do fim e suas atividades ganham cores de desespero. Muitos desses espíritos se encontram profundamente degenerados e não conseguem perceber que o processo que agora vivenciam é apenas a repetição daquilo que já passaram em outras eras geológicas, quando lhes fora dada a oportunidade de reencarnar entre os primeiros hominídeos nas estepes, savanas e florestas do Velho Mundo, há milhões de anos. Hoje, como antes, as mãos do Cristo estão estendidas para todos aqueles que querem a verdadeira libertação, que somente pode ser obtida com a renúncia ao mal, com tudo que ele representa, principalmente o egoísmo e o orgulho, além do desapego ao mundo material, respeito ao próximo, dedicação constante e vontade inquebrantável.

O homem logo verá que não são os limites do cosmo que se ampliam rapidamente, mas sim a dissolução dos liames que nos prendem ao passado trevoso. Não são os limites do cosmo que nos impedem de sondar o inescrutável, mas sim nossas limitações de entendimento.

Que Deus Criador tenha misericórdia de nossos erros na aplicação de Sua justiça perfeita.

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2 respostas para Psicografia: Uma Explicação sobre as Trevas

  1. Andrey disse:

    Parabéns pela psicografia, foi de muito valor para mim conhecer um pouco sobre esse lado, um abraço!

  2. Elen disse:

    Assunto sempre espinhoso, pois temos muito medo de nossos atos! Como já dizia o profeta: a semeadura é livre, mas a colheita obrigatória. Muito bom o texto! esclarecedor!

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