O Espíritismo e a Física Quântica

Existem sempre aquelas perguntas que não querem calar: “Quem somos nós?” “De onde viemos?” “Para onde vamos?”.

Perguntas que parecem muito atuais, mas, que o Espiritismo já explicou há muito tempo, desde o lançamento do Livro dos Espíritos por Kardec em 1857. O mais difícil é fazer com que os pesquisadores científicos se debrucem sobre as conclusões a que chegou Kardec.

Estudos são feitos, pesquisas realizadas e publicadas em revistas semanais e mensais como, por exemplo, a Veja, Isto é, Galileu, Superinteressante, no entanto, em todos esses estudos, os pesquisadores mencionam as diversas religiões como o catolicismo, o islamismo, o hinduísmo, o xintoísmo, até a Umbanda e o Candomblé, à procura de respostas para essas perguntas que instiga o espírito humano desde as mais remotas eras.

Vê-se, porém, que em geral, nada é mencionado sobre os livros publicados por Kardec. Por quê? Seria por desconhecimento dessas obras? Seria por achar que Espiritismo é uma ciência menor. É nossa opinião, porém, que o problema está no preconceito religioso, e até mesmo no medo de que por pregar a fé raciocinada, a Doutrina Espírita esteja na realidade servindo de inspiração para a física (em especial a quântica), a química e a biologia, embora os pesquisadores não admitam essa verdade.

Neste contexto fica fácil entender a razão pela qual, pesquisas na área de física quântica (ou em qualquer outra área da física) e Espiritismo são muito difíceis de serem realizadas.

Além das dificuldades experimentais, o pesquisador que queira se aventurar nessa nova área do conhecimento certamente teria grandes dificuldades em obter recursos financeiros e o suporte logístico necessário para a condução dessas pesquisas. Como consequência, hoje se pode dizer que não existe qualquer resultado científico que estabeleça alguma relação entre mecânica quântica e Espiritismo. Mas infelizmente alguns autores insistem em estabelecer essa relação como se fosse uma verdade comprovada. Artigos dessa natureza, a menos que tenham um conteúdo de teor especulativo, prestam um desserviço à credibilidade dos veículos que os divulgam como também, e o que é pior, à própria Doutrina Espírita.

Entretanto, é importante salientar que não existe uma separação entre o plano físico e o plano espiritual. Eles não são mundos totalmente separados, mas sim manifestações diferentes de uma mesma realidade. Fenômenos mediúnicos de natureza física, como materialização e telecinese, invariavelmente terão que ser no futuro explicados pelas teorias da física vigente.

Uma mesma lei de gravitação terá que explicar o fenômeno das mesas girantes e a órbita dos planetas. Similarmente, as mesmas leis físicas que governam as interações dos elementos básicos da matéria terão que explicar os fenômenos de materialização. Se a mecânica quântica ou a teoria da relatividade ou qualquer outra teoria da física moderna contém ou não os elementos necessários para descrever esses fenômenos, é algo que necessita ser submetido ao crivo de futuras investigações. O corpo da Doutrina Espírita, por sua vez, encontra-se totalmente adequado aos desafios que quaisquer investigações científicas lhe sejam impostos, pois seus sólidos alicerces científicos formam a base de uma teoria Espírita que se enquadra perfeitamente dentro da visão moderna da epistemologia da ciência

Porém, investigações no campo da física da interação espírito-matéria não são muito prováveis que ocorram  num futuro muito próximo. O foco, a energia e os recursos da comunidade de física mundial continuam concentrados na solução de muitos problemas ainda não resolvidos e perguntas não respondidas no âmbito da matéria. Entretanto, não há dúvida de que a ciência, hoje predominantemente materialista, no futuro também se espiritualizará. A transformação moral e ética da humanidade e seu consequente amadurecimento espiritual substituirá o ceticismo exagerado e os valores materialistas que reduzem o âmbito da Ciência por um ambiente científico propício e estimulante para que a fenomenologia do espírito possa ser incorporada aos seus programas de pesquisas. Em O Livro dos Espíritos, (introdução), Kardec já preconizava:

Quando as crenças espíritas se houverem vulgarizado, quando estiverem aceitas pelas massas humanas (e, a julgar pela rapidez com que se propagam, esse tempo não vem longe), com elas se darão que tem acontecido a todas as ideias novas que hão encontrado oposição: os sábios se renderão à evidência.

Essa talvez seja a próxima grande revolução científica que a humanidade irá vivenciar. Mas por enquanto o Espiritismo segue com sua sublime missão de guiar-nos para esse fim.

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