A Estrutura do Orbe Terreno

Se pudéssemos retornar ao período medieval, veríamos que as concepções do homem sobre a estrutura do mundo eram completamente diferentes do que observamos hoje e mesmo os maiores pensadores chamariam de louco qualquer um que viesse a crer que a Terra não tinha uma estrutura plana e fosse o centro do universo. O tempo passou, graças ao Grande Arquiteto do Universo, nosso Pai e Criador, e enormes quantidades de dados foram se acumulando, evidenciando que o globo era uma esfera quase perfeita, com leve achatamento nos polos e inclinada no seu eixo, percorrendo uma parábola ao redor da estrela que nos dá luz.

Essa estrela, o Sol, é a mesma que ilumina as colônias espirituais ao redor da Terra, como o próprio André Luiz fez questão de transmitir com clareza em “Nosso Lar”:

“– Estamos nas esferas espirituais vizinhas da Terra, e o Sol que nos ilumina neste momento é o mesmo que nos vivificava o corpo físico. Aqui, entretanto, nossa percepção visual é muito mais rica. A estrela que o Senhor acendeu para os nossos trabalhos terrestres é mais preciosa e bela do que a supomos quando no círculo carnal. Nosso Sol é a divina matriz da vida e a claridade que irradia provém do Autor da Criação.”

Acreditamos que as esferas vibratórias a que André Luiz sempre alude em seus textos se referem a dimensões espaço-temporais diferentes da nossa, ideia que é compartilhada com Djalma Argollo e que cada dimensão dessas apresenta vários níveis vibratórios diferentes, como faixas de um antigo “long play” ou volumes de uma enciclopédia. Para adentrarmos uma nova dimensão, de forma definitiva, precisamos de uma vestimenta apropriada, que, no caso do plano físico, é o corpo denso. A morte devolve o espírito ao reino no qual a sua mente se encontra ligada.

O nosso universo aparentemente é constituído de 200 bilhões de galáxias como a nossa, a qual tem de 100 a 400 bilhões de estrelas e podemos ter trilhões de planetas como o nosso. O pior (ou melhor) nessa história é que toda essa matéria representa 4% do que existe realmente no cosmo. Um tipo muito peculiar de matéria, que sofre a ação da força da gravidade, mas não interage de forma mais intensa com a matéria de nossos corpos físicos e estrelas teve sua existência recentemente cogitada, é a matéria escura. Não sabemos como ela é constituída, mas se assemelha muito ao que André Luiz descreve como sendo a matéria astral que constitui o perispírito e as colônias espirituais. Obviamente que isso se trata de especulação, mas está de acordo com tudo que temos lido e presenciado na vida espírita.

A obra de André Luiz sugere veementemente que existem dois tipos básicos de planos espirituais. O primeiro se encontra em continuidade com o plano físico, como uma extensão do mesmo, onde a modificação da condição mental do espírito modificaria a densidade do seu perispírito e permitiria que ele se deslocasse para outras faixas vibratórias desse mesmo plano espiritual. Seria assim a transição entre o Umbral leve, onde se encontra Nosso Lar, até as regiões mais densas, como as descritas no livro “Libertação”. A passagem para faixas mais distantes desse plano dimensional exigiria a utilização de portais dimensionais, denominados de “campos de saída” (“Libertação”, página 60), como observado no texto a seguir, extraído integralmente da referida obra.

“– Ao terminares a fase essencial de tua missão, nos dias próximos, sobre o que serei notificada por nossos mensageiros, irei ao teu encontro nos “campos de saída”. O próprio autor explica que a expressão “campos de saída” define lugares-limites, entre as esferas inferiores e superiores. A passagem entre esses planos necessita de modificações substanciais na estrutura do perispírito, de forma que as passagens podem facilitar o processo.

O segundo tipo de plano espiritual se encontra em dimensões superiores às abordadas nas linhas e entrelinhas da rica obra de André Luiz. Para adentrar essas dimensões, a consciência precisa se revestir de um invólucro compatível. Aliás, cada universo necessita que seus habitantes espirituais tenham um corpo compatível e, no nosso caso, é o corpo denso. Quando adentramos o universo espiritual que nos envolve, deixamos o corpo físico dormindo no plano “físico” ou inerte no túmulo e penetramos no invisível. A viagem acima dessa realidade é possível e a seguir discutiremos um bom exemplo disso.

Existem inúmeros planos acima e abaixo daqueles retratados por André Luiz e prova disso é a viagem astral que ele próprio, em espírito, faz até o plano de vida em que sua mãe vivia, muito superior ao mundo de nosso autor. Em função das limitações da matéria que constitui o corpo perispiritual, essa viagem teve que ser realizada através de desdobramento do sono, no corpo mental. Sim, isso mesmo, espírito dorme e o corpo mental, que seria uma vestimenta mais sutil do espírito, desprovido de massa, se desdobra do revestimento mais denso, o perispírito, e vai para o local para o qual foi chamado ou com o qual estabeleceu sintonia. Algumas das descrições de vida em outros orbes, saídas dos primeiros anos do Espiritismo-cristão, também se originaram dessa ocorrência.

No caso narrado por André Luiz, toda a descrição se assemelha, um pouco, a um sonho nítido, semelhante ao desdobramento que os encarnados sofrem durante o descanso do sono profundo, onde o perispírito é exteriorizado e ganha mais liberdade. Vejamos o que André Luiz relata:

“…O sonho não era propriamente qual se verifica na Terra. Eu sabia, perfeitamente, que deixara o veículo inferior no apartamento das Câmaras de Retificação, em “Nosso Lar”, e tinha absoluta consciência daquela movimentação em plano diverso. Minhas noções de espaço e tempo eram exatas.”

A existência desses planos fica clara no parágrafo abaixo, transcrito de “Nosso Lar”:

A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas, dizia. Todo processo evolutivo implica gradação. Há regiões múltiplas para os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas de carne terrestre. Almas e sentimentos, formas e coisas, obedecem a princípios de desenvolvimento natural e hierarquia justa.”

Muitos irmãos de fé se perguntam se toda a maldade, revolta e sofrimento se concentram no Umbral e podemos dizer que não. Enquanto o ócio e o sofrimento movido pelo remorso e culpa são característicos do Umbral, a cristalização do mal e o desejo consciente de manter a humanidade cativa de seus próprios erros é o que se esconde por detrás das zonas de sombra e abismo, também citadas e comentadas na obra de André Luiz. O próprio autor, como também Emmanuel, consideram as atitudes morais reprováveis como fruto da ignorância e enfermidade, mas admitem, em diversos momentos, mesmo em “Nosso Lar”, a existência de entidades que se congregam em associações criminosas nas regiões dos abismos, como discutiremos nos capítulos seguintes.

A possibilidade de dimensões espaciais adicionais abre espaço para as observações realizadas pelo companheiro Joseph Gleber, no livro “A Longa Jornada do Homem”, editado pela Digital Books Editora, a respeito da natureza do próprio universo como um todo. Segue abaixo o texto transcrito.

Como o nosso universo está se expandindo aceleradamente e como tudo que existe ou pode ser experimentalmente comprovado está contido na face interna dessa bolha peculiar, pouco podemos esperar da ciência materialista em termos de comprovação dessas realidades. Enquanto estivermos presos a corpos mais densos, como o corpo físico ou o nosso psicossoma, seremos regidos pelas leis ordinárias da matéria.

Entretanto, nosso universo está interligado a muitos outros, em planos vibratórios diferentes, da mesma forma que nosso corpo físico se relaciona com nossos corpos espirituais, do corpo etéreo ou vital aos corpos superiores, como o mental, búdico e átmico, essas associações são cada dia mais evidentes e claras. O nosso próprio mundo somente faz sentido quando a teoria geral da relatividade e a física quântica se associam, como ocorre nas diferentes teorias das cordas, que vibram em diferentes frequências e sintonias, criando uma infindável gama de partículas e fenômenos.

Os espíritos iluminados, muitos dos quais hoje estagiam como mestres, cientistas e missionários, já diziam que a vibração dos constituintes do Todo determinava a própria natureza desse último.

Podemos dizer que existem 3 tipos de universos, ou multiversos, como preferem muitos dos meus irmãos encarnados:

a) universos situados na mesma faixa vibratória, mas separados por distâncias impossíveis de serem transpostas ou vencidas por qualquer objeto material, uma vez que todos os seus constituintes estão presos na superfície interna do próprio universo-bolha;

b) universos situados em faixas vibratórias próximas e interligadas, como ocorre com o nosso próprio mundo, de consciências libertas do corpo físico, e o universo de vocês. Entre essas faixas vibratórias, muitos fenômenos são mutuamente influenciáveis de forma que podemos dizer que, ao invés de “outros universos”, esses planos vibratórios constituem outras realidades do nosso próprio universo multidimensional;

c) universos paralelos não relacionados aos nossos planos vibratórios. Nesse caso estamos diante de outros universos de fato, numerosos por sinal, e não dimensões adicionais da nossa própria morada sideral.

Todas essas realidades não podem ser sondadas diretamente pela ciência cartesiana, mas a física moderna nos mostra que tudo está interconectado no universo, de forma que as condições acima poderão ser discutidas no campo teórico,  em um futuro próximo. Além desse aspecto, a consciência livre das amarras da matéria irá ver o multiverso e seus diferentes condomínios de âmbito universal como um enorme campo de ensaios, onde todos os elementos estão ligados, direta ou indiretamente.”

Ainda discorrendo sobre essas dimensões adicionais, Gleber mostra que…

Além das estruturas contidas em nossa bolha espaço-temporal, o tecido do cosmo guarda diversas outras, com características próprias e que interagem entre si. O que dá consistência, densidade, forma e função à tudo que podeis ver ou sentir no universo em que habitais é a maneira com que o fluido cósmico universal, as pequenas cordas, bilhões de vezes menores do que tudo que já foi descrito pela ciência, vibram e o mesmo ocorre em nosso mundo, tão ligado ao seu que podemos dizer que essas dimensões constituem verdadeiros espelhos umas das outras, o que daria um novo significado ao que os espíritos disseram a Kardec, quando colocaram que o universo de matéria densa, embora maravilhoso, representava apenas um pálido reflexo das esferas espirituais.

Por essa concepção, as dimensões que bordejam o universo físico estão a ele interligadas de forma íntima e, como ele próprio, fadadas ao desaparecimento, visto que tudo que é material é também perecível, como colocou André Luiz em seus livros sobre a vida no Plano Espiritual, de forma que a evolução parece seguir ou fluir em círculos concêntricos, onde os mais adiantados no processo se libertam da matéria e tracionam, em sua direção, os mais jovens e retardatários.

Acima desses planos espirituais, mais ou menos evoluídos, estão posicionadas as verdadeiras e incorruptíveis esferas do pensamento e sentimento angelicais, não ligadas diretamente ao nosso cosmo, a não ser como futuras moradas de atuais moradores imperfeitos dos planos inferiores. Não temos acesso a essas esferas, mas o pouco que nos é permitido saber de suas conformações evidencia que as potencialidades do espírito liberto lembram o que Jesus colocou sobre “ter um deus no interior de cada um de nós”. Essas palavras não têm o objetivo de oprimir o coração daqueles irmãos que, como eu, já se fartaram da forma arrogante e pretensiosa com que o homem, encarnado ou não, olha para si mesmo, mas apenas mostrar para o nosso próprio espírito as potencialidades que “ele” abriga e o quanto poderá e deverá realizar quando se desvencilhar de suas amarras cármicas e materiais.

Em dimensões paralelas à vossa e à que hoje eu me encontro, nossa família cósmica viceja. Crianças nascem, corpos físicos desgastados dão lugar às novas formas através da morte-reencarnação e a simetria universal, quase prefeita , segue em ritmo peculiar. Lá, como aqui e aí, as pessoas se perguntam sobre o que existe além do véu dos sentidos convencionais”.

Dessa forma, o orbe terreno pode ser dividido em um plano verdadeiramente físico, o nosso, caracterizado pelo “nascer e morrer”, e uma série de versões mais ou menos perfeitas de nosso plano, cada uma representando um estado mental e condição espiritual. Esses planos representariam dimensões diferentes da nossa, com leis físicas diferenciadas, das quais temos apenas a noção ou talvez nem isso. Esse universo aparentemente invisível se comporta em relação a nós da mesma forma que um objeto tridimensional se comportaria perante por seres com duas dimensões, em um universo plano.

Claro que se trata de uma analogia, uma vez que tudo que existe em nosso universo responde às três dimensões espaciais e uma temporal, mas a imagem abaixo pode explicar essa concepção. Uma vez que não sabemos como seriam universos ou multiversos com dimensões espaciais adicionais, precisamos imaginar como nos comportaríamos em um universo com menor número de dimensões espaciais, como Hernani Guimarães Andrade fez em sua memorável obra “Espírito, Perispírito e Alma” Contudo, quem primeiro nos transportou a esse exemplo, utilizando-se de uma maçã para explicar as diferentes dimensões da matéria, foi o memorável astrônomo Carl Sagan, na época da apresentação da série televisa “Cosmos”.

 

Figura 1. Se uma maçã, objeto tridimensional, e as superfícies que ela tocaria o papel, simbolizando algo que teria apenas duas dimensões.

Qualquer objeto que venhamos a encontrar em nossa experiência diária tem três dimensões espaciais (comprimento, largura, altura). Para representar algo tridimensional em um universo com duas dimensões diferentes, como uma imagem sobre o papel, poderíamos utilizar a maçã da Figura 1, que receberia tinta preta na sua base. Ao colocá-la sobre um papel branco, produziríamos uma impressão “bidimensional”, representada por seis áreas de contato. Um ser bidimensional, em um universo bidimensional, veria a maçã da Figura 1, nessa representação, como sendo seis organismos diferentes, mas, ao mesmo tempo, interligados.

Pelo que vemos em André Luiz e na psicografia do amigo e irmão Joseph Gleber é a existência de planos espirituais com realidades que diferem da nossa por representarem universos com dimensões adicionais que nos escapam ao sentido e à compreensão. O orbe terreno seria representado pelo conjunto de planos dimensionais e faixas vibratórias que inter-relacionam, daqueles mais densos, abaixo do Umbral, aos mais elevados. Cada um deles guardaria grandes surpresas, como revela André Luiz ao visitar o plano vibratório ou dimensional onde mora sua mãe. Um esquema bastante simples e compreensível desse modelo pode ser observado no livro “Cidade no Além”, escrito por André Luiz e Lucius, por meio de Heigorina Cunha e Francisco Cândido Xavier, cabendo à nobre companheira de ideal os desenhos que caracterizam as colônias espirituais e as esferas que nos envolvem e interligam.

Figura 2. A imagem bidimensional da base da maçã da figura 1.

Sabemos que esses conceitos todos podem escapar à compreensão de muitos, mas a própria academia não mais ridiculariza aqueles que acreditam que o universo visível e palpável representa apenas uma nesga do que de fato existe. A teoria das supercordas, que une a física relativista de Einstein e a física quântica, também sugere que a matéria e energia pode contar muitas dimensões, aliás, a existência dessas dimensões adicionais é imperativa para associação dessas duas grandes correntes do conhecimento no modelo das supercordas. Cabe ressaltar também que tais cordas adquirem diferentes características de acordo com a sua condição vibratória e isso é algo que o meio espírita já se acostumou. Contudo, se essa associação for real, o que precisa ser demonstrado e não será nas próximas décadas, não temos a mínima noção de como a condição vibratória dessas cordas poderia ser modificada.

Podemos parecer pessimistas quanto à comprovação científica desses dados, mas Aniceto, instrutor de André Luiz em “Os Mensageiros”, é da mesma opinião, conforme o texto abaixo, extraído integralmente do livro acima mencionado.

“Este, André, é um domínio diferente. A percepção humana não consegue apreender senão determinado número de vibrações. Comparando as restritas  possibilidades  humanas com  as  grandezas  do  Universo  Infinito,  os sentidos  físicos são muitíssimo  limitados… Há,  porém,  André,  outros mundos sutis,  dentro  dos  mundos  grosseiros;  maravilhosas  esferas  que  se interpenetram o olho humano sofre várias  limitações e  todas as  lentes  físicas reunidas  não  conseguiriam  surpreender  o  campo  da alma,  que  exige  o desenvolvimento  das  faculdades  espirituais  para  tornar  perceptível.  A eletricidade e  o magnetismo  são  duas correntes  poderosas  que  começam  a descortinar  aos  nossos  irmãos  encarnados  alguma  coisa  dos  infinitos potenciais do  invisível, mas ainda é cedo para  cogitarmos de êxito completo…”

As descrições da materialização de espíritos no plano físico da Terra, como em “Nos Domínios da Mediunidade” ou nos planos espirituais, de companheiros que provinham de esferas superiores, como apresentado em “Libertação”, mostra que o processo não é de “materialização” de fato, que consumiria uma quantidade de energia impraticável, como mostra a famosa equação de Einstein, E=m.c2, onde E é a energia do processo, m se refere à massa do objeto e c é a velocidade da luz. Por essa equação vemos que a massa de uma pessoa seria capaz, se convertida em energia, de manter a totalidade de requerimentos de energia do planeta por algum tempo. As descrições desses livros de André Luiz sustentam a ideia de que a energia dos corpos espirituais é utilizada para envolver o organismo a ser materializado e transportá-lo para o plano em que se encontra a fonte desses fluídos. A materialização no plano físico terreno nada tem de diferente daquela que acontece em outras esferas, colaborando para nossa compreensão da estrutura do orbe terreno.

Quando nos deparamos com as descrições de André Luiz sobre o mundo espiritual, onde fábricas existem, colheitas de frutas, celeiros e sistemas de transporte, nos perguntamos o que é de fato um plano espiritual e o plano físico. Será que existe uma diferença marcante entre eles ou é apenas uma questão de interação entre o veículo do espírito e o ambiente? Creio nisso,

Aqui, os espíritos, dotados de um corpo material de natureza diferente, podem atravessar as estruturas de matéria densa, mas nos planos espirituais, eles não atravessam as estruturas materiais posto que envergam corpos perispirituais constituídos de matéria da mesma natureza da estruturas ao redor. Se essas esferas são tão semelhantes, temos de procurar elementos que as diferenciem da nossa, como a existência de uma biosfera, como a que temos aqui, mas mesmo nesse ponto não podemos nos vangloriar, uma vez que André Luiz descreve aves, animais domésticos, como o cão e os muares, além de todos os demais elementos da biosfera terrena, como bosques, flores, rios e outros.

Entretanto, as percepções desses nossos companheiros são, nitidamente, muito superiores às nossas, respondendo à sua condição mental e espiritual. Essa influência da evolução na capacidade de dominar os atributos espirituais ajuda a explicar porque muitos irmãos no Umbral, a despeito de uma realidade muito mais rica em detalhes e com percepções dilatadas, não conseguem compreender o que se passa ao redor, relutando em aceitar a morte do corpo físico.

Essas semelhanças e o exemplo da maçã descrito acima  e os fenômenos de “materialização e desmaterialização” nos fazem refletir quando a espiritualidade nos coloca que nosso mundo é uma versão empobrecida daquele que eles têm contato e que as percepções e a consciência se dilatam, naqueles que não desenvolvem quadros de revolta, após a morte do corpo físico.

Segundo o astrofísico alemão Johann Karl Friedrich Zöllner, fenômenos de desmaterialização e materialização seriam, em realidade, frutos do transporte de objetos físicos através de uma dimensão espacial adicional. Assim, o objeto não desapareceria de fato, mas sairia do universo dos nossos sentidos, mas continuaria existindo, mas imperceptível para nós. No exemplo da maçã, se retirássemos a maçã da superfície do papel, os seis pontos de contato com o mesmo desapareceriam, o que faria com que, em um universo com duas dimensões especiais, como largura e comprimento, eles desaparecem no ar, o que não é real, uma vez que foram movidos por nós, seres de 3 dimensões, para uma realidade do nosso universo que eles não conseguem perceber ou entender.

Dessa maneira nós entendemos o mundo espiritual: uma particularidade de um multiverso com dimensões físicas adicionais e que nos é vedado o contato direto em função de estarmos presos a três dimensões espaciais. Contudo, nosso corpo espiritual apresenta dimensões adicionais, como o corpo etéreo, também chamado de corpo bioplásmico e estudado pelos pesquisadores da antiga União Soviética, o perispírito propriamente dito ou psicossoma, o corpo mental inferior, o mental superior, o corpo búdico e o corpo atímico, também denominado de essência divina ou espírito. Como uma cebola, nossa estrutura corpórea é complexa e se dispõe em camadas, que se manifestam na medida em que nos libertamos dos sentidos grosseiros e passamos interagir com outras realidades.

Autor: Joseph Gleber
Médium: Elerson Gaetti
Email: gaettijardim@gmail.com
Cidade: Ilha Solteira – SP

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2 respostas para A Estrutura do Orbe Terreno

  1. OLÁ, Somente após quase quatro anos desde essa publicação ,que eu descobri esse Blog ,parabéns por esses esclarecimentos pois sempre que possível estarei lendo esses artigos Que nosso mestre jesus os abençoe

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