Crescer juntos

Ao olharmos para dentro de nós, posicionamos nosso ser para o centro do nosso universo pessoal. Porém, precisamos ter cuidado para que o processo do autoconhecimento, justo e necessário a todos os espíritos, não nos torne o centro de todo o universo.

O comportamento egoístico não é aceitável e não faz parte deste processo de crescimento. Pelo contrário, é através da convivência com os outros espíritos que nos fazemos crescer.

Ao olhar para fora, para outrem, e visualizar suas habilidades, dificuldades e necessidades, vislumbramos o ser. O ser único, irmão, presente em cada um de nós. O ser que precisa engendrar-se na busca do se fazer melhor, caminho comum a todos os espíritos, caminho que nos leva ao Criador.

Já sabemos que o percurso do processo evolutivo é individual e intransferível, porém, não precisa ser feito sozinho. A participação dos “outros” em nossa vida é de extrema importância. São fontes externas de amor, conhecimento, discernimento, prática.

É através de outrem que nos energizamos, cada vez que temos um ombro amigo para descansar a fronte cansada e repleta de preocupações. Quando nos encontramos cabisbaixos, submergidos ao medo ou ao desespero e uma mão amiga surge para nos consolar, guiando-nos para locais mais seguros e tranquilos, enchendo-nos de esperança.

Estas fontes externas do puro amor que alimentam nossas fontes internas, ampliando em nós o sentimento puro e salvador das mazelas do mundo no qual nos encontramos. Mundos que construímos a nossa semelhança, após anos mergulhados no erro do qual, agora, queremos nos libertar.

Neste exercício da vida, nos propomos, a cada existência corpórea, O caminho do crescimento. Exercício que nos exige comprometimento, vontade, confiança no Pai e em nós mesmos, confiança na nossa capacidade de poder ser e fazer diferente, determinação, esperança e fé no que somos: filhos, irmãos, luz, fontes dos germes do amor e do bem.

Através das fontes do conhecimento, nos encontramos com a verdade do que somos e de onde queremos chegar. Portar a luz do conhecer nos abre portas, nos surgem caminhos e instrumentos para a construção de um percurso consciente e direcionado ao qual objetivamos alcançar.

Muitas são as fontes que nos oferecem o saber: mensagens, livros, exemplos, todos compartilhados por aqueles que estão fora de nós, porém, ligados a nós como irmãos universais que encarnam juntos em tempos iguais ou diferentes, em locais pertos ou distantes, conhecidos nesta ou em outras vidas, desconhecidos nas existências, próximos na erraticidade, espíritos semelhantes a nós.

Seres que vivem ou já viveram o momento evolutivo que vivenciamos hoje e que, solidários, conscientes ou não, compartilham das descobertas que conquistam ou conquistaram no decorrer da estrada evolutiva.

É com eles, na convivência ou na observação, que aprendemos a discernir caminhos, projetos satisfatórios ou não, condutas edificantes ou maléficas. É no coletivo, no social que encontramos o campo do aprendizado.

O conviver em sociedade no faz voltar ao estudo das Leis Divinas necessárias ao bom viver. É quando reforçamos em nós os ensinamentos do Cristo que nos habilita ao crescimento moral, indispensável ao relacionamento conosco e com o outro.

Ao revivermos o cotidiano várias vezes, absorvemos, pouco a pouco, o que nos é interessante aprender. Perdemos fatos e ensinamentos cruciais ao nosso crescimento, por causa de nossos destemperos.

O olhar imediatista para a vida, impede-nos de compreender o necessário para aquele momento vivenciado e nos convida, na verdade, empurra-nos, novamente, para o eterno retorno ao ponto de partida.

Devemos retornar sim, mas sempre num ponto à frente. E isso só se faz possível quando nos entregamos à busca do nos fazer melhor. Este discernir novo, pontual e justo, fundamentado no crescer, a partir de nossas vivencias mais profundas e, assim, mais assertivas.

Observar e conviver com o outro nos faz aprendizes do conhecer a vida humana, suas expectativas diante de si mesmo, da construção da sociedade e do existir no mundo.

A convivência ativa nos faz praticar todos os ensinamentos e o que foi aprendido por nós, pois não basta conhecer, mas usar, favoravelmente, o que aprendeu, tornando-se melhor.

Este processo de transformação presente em todas as existências e, até mesmo, na erraticidade é nossa porta de entrada para mundos melhores, o que nos leva a melhores existências.

É preciso ficar atento a cada etapa da vida, a cada evento vivenciado, triste ou feliz, porque ele é fonte externa de amor, ensinamento, aprendizado, discernimento, crescimento, evolução.

Embarquem juntos no processo do autoconhecimento. Porém, lembrem-se que “junto” não é atribuir as próprias responsabilidades ao outro, pois cada um, no seu processo individual, impulsiona ao crescimento coletivo toda a humanidade.

E, assim, nos faremos melhores e faremos melhores os mundos que nos acolhem para este processo evolutivo do ser. Processo que se estabelece no aprendizado das Leis Divinas do Amor, do ser, do conviver, dos sermos irmãos, dos sermos humanos.

Gregório

Fonte: CACEF

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