Os universos espirituais e o plano físico: a estruturação do orbe terreno

Multiverse

Meus irmãos, dirijo minhas palavras àqueles que enxergam, mas não veem; escutam, mas não ouvem; reconhecem mas não aceitam.

O Soberano Senhor do universo, Criador e Estruturador do princípio, se faz presente em todos os lugares e condições, mesmo que nossa pequenez não permita que venhamos a compreender Seus desígnios, tampouco a extensão de Suas obras.

No passado não tão distante, homens foram incriminados porque sugeriam que a estrutura do universo não refletia os horizontes estreitos dos religiosos de fachada. Séculos se passaram e o problema se mantém atual, com a diferença de que, no presente, as sugestões de novos modelos cosmológicos e as críticas a esses mesmos modelos se originam de mentes que se negam a ver a existência de qualquer organização inteligente no cosmo. Por outro lado, da mesma forma que no século XVI, todas as colocações são baseadas apenas nas abstrações teóricas, matemáticas, uma vez que a avaliação e experimentações práticas ainda não puderam ser realizadas, em função das limitações tecnológicas existentes.

Por muitos anos ponderei sobre o “espaço”, como entidade física. As distâncias que nos separavam de outras estrelas é tamanha que as possibilidades de contatos com nossos irmãos siderais seriam ínfimas, se o espaço fosse absoluto, algo que sabemos não ser verdadeiro, e temos diversos relatos de intercâmbios ocorrendo em esferas superiores e mesmo se utilizando de artefatos tecnológicos. A questão central dessa equação dizia respeito ao fator “massa”, uma vez que a velocidade da luz não poderia ser atingida, tampouco ultrapassada, como diversas vezes demonstrado experimentalmente. Qualquer objeto ou onda que se deslocasse acima dessa constante estaria infringindo uma lei natural, ou pelo menos assim parecia…

Em diversos experimentos em que partículas foram aceleradas e, aparentemente, atingiram seus alvos antes dos fótons, que foram direcionados simultaneamente para os mesmos objetivos, fizeram-no não por terem sido mais “velozes” do que a luz, mas porque percorreram caminhos diferentes, mais curtos, verdadeiros atalhos, atravessando os meandros de dimensões espaciais ocultas aos nossos sentidos naturais.

As ponderações sobre o fator “massa” continuaram nos intrigando e descobrimos que, em algumas condições experimentais que não encontram paralelo no seu plano, as partículas perdiam a capacidade de interagir umas com as outras e com o tecido do cosmo, perdendo os atributos dos objetos com massa. A perda dessa condição permitia que as partículas saltassem de uma posição para outra, independentemente do espaço físico ao redor. Essa situação era extremamente relevante nas equações que descreviam o deslocamento no espaço-tempo e, mesmo onde residimos, em uma colônia de estudos, muitas são as interpretações desse fenômeno. Alguns colocam que a perda da massa pode permitir que o tempo inverta seu sentido de fluxo, de forma a retornarmos ao passado, enquanto outros colocam que, na ausência de interações entre as partículas, esse fenômeno nos tornaria semelhantes a expectadores, uma vez que não seríamos capazes de modificar os eventos observados, tampouco interagir com eles.

De qualquer forma, não se preocupem, das esferas sublimes, os mestres siderais nos ensinaram que o tempo protege o homem frente a ele mesmos e sabemos que modificar o que se passou somente pode ser feito com novas existências e aprendizado. As possibilidades existem e devem ser estudadas como forma de enriquecer o conhecimento que temos e a maneira como entendemos o universo.

Sabemos que esses fenômenos podem ocorrer naturalmente, fruto da estrutura mais íntima da matéria e da energia, filhas do fluido cósmico universal. Dessa forma, alterando a condição das partículas envolvidas, podemos modular a quantidade de energia necessária para viagens no espaço-tempo, de forma que dispositivos tecnológicos podem vir a vencer barreiras até então instransponíveis para os padrões atuais da tecnologia dos encarnados, onde a estrela mais próxima, distando 4,4 anos-luz da Terra, somente seria atingida pelos foguetes terrenos após milhares de anos.

Desde que os contatos com outros seres humanos do cosmo ocorreram e ocorrem, algo tinha que estar errado! E estava!

Além dessa peculiaridade sobre a interação entre as unidades básicas da matéria, o espaço não foi feito para ser singrado como os mares. Não podemos pensar no mesmo com os olhos de Newton. A mecânica clássica fracassa nas distâncias infinitamente pequenas e extraordinariamente grandes. Por outro lado, conseguiremos modificar o espaço-tempo e sua interatividade com a matéria-energia.

Modificando a condição vibratória de uma estrutura, também reduzimos sua interação com o pano de fundo do cosmo e partículas do modelo padrão, reduzindo a quantidade de energia necessária para transportá-la em um universo tridimensional. Porém, o caminho mais curto entre dois pontos extremamente distantes no cosmo não é uma reta, mas uma parábola passando pelas dimensões espaciais adicionais que vocês olvidam. Sabemos que essas palavras podem parecer alucinações e provavelmente tudo isso possa ser considerado abstrato demais para ser real, mas o que é a realidade? Não é a realidade apenas uma percepção?

Vocês possuem numerosas evidências de que o universo não é limitado às dimensões espaço-temporais conhecidas, encontrando-se dobrado, curvado, sobre dimensões adicionais. Outros mundos se descortinam em diferentes condições vibratórias do fluido cósmico universal. A teoria unificada de campo, tão sonhada por Einstein, somente ganha sentido se considerarmos essas outras realidades, infinitas até onde pudemos inferir. Quando olhamos para as “bordas” dessa superestrutura, que de tão maravilhosa e ampla parece plana e homogênea, suas minúsculas e providenciais assimetrias foram responsáveis pelas condições para a organização da vida, segundo os desígnios do Pai. Por outro lado, é a simetria quase perfeita entre os diferentes planos vibratórios que permite que a evolução biológica e a ascensão espiritual se estabeleçam.

Por meio desses dispositivos tecnológicos astrais, os planos superiores e, em menor extensão, os planos intermediários mais avançados tecnologicamente entram em contato com outras sociedades, em níveis diferentes daqueles ocupados por vocês. Estamos apenas começando a entender que o universo se comporta como uma projeção holográfica da mente divina, produto perfeito do Criador e sustentado por Sua augusta vontade.

A existência desses planos tem o objetivo de permitir a individualização, estruturação e evolução do princípio inteligente, que passa a migrar por diversas experiências até sua sublimação plena, na forma de espíritos que atingiram a angelitude. Ao longo desse processo, cada um de nós se liga, por afinidade fluídico-magnética, a determinado plano dimensional, que reflete exatamente o que somos. No plano de vida em que me encontro, crianças nascem de pais que vocês chamariam de “desencarnados”, enquanto em outros, onde a dor e o sofrimento modificam a estrutura fisiológica do perispírito, os rebentos não podem renascer. Simetria quase perfeita.

De qualquer forma, precisamos ter em mente que esse processo de renascimento e morte é relativo; morremos em um plano para renascer em outro. A própria perda do corpo físico durante o desencarne não atende a esse imperativo?

Sim, de forma plena.

E nossa família espiritual se estrutura em diversas comunidades e planos vibratórios diferentes, como consequência de nossas existências pregressas.

Isso é impossível? Será mesmo?

Como comparação, não podemos esquecer que há pouco mais de um século, quase tudo que hoje constitui rotina na vida de vocês era considerado impossível ou impraticável, como a aviação, a engenharia aeroespacial, a telefonia, os transplantes de órgãos e a clonagem terapêutica. O tempo mostrou que os futurólogos estavam  errados e os céticos eram, em realidade, pessoas que não viam além de seus desejos de estagnação.

Entre os religiosos falta vontade de buscar explicações e aceitar o novo, preferindo-se a rendição da mente ao dogma. Para a ciência falta parar e refletir sobre as antigas filosofias. A compreensão da realidade está a meio caminho desses companheiros.

Na medida em que evoluímos, a liberdade de nosso psicossoma aumenta significativamente, posto que a matéria sublimada que nos constituirá apresenta menor massa e menor interação com os componentes da matéria convencional, bariônica, e mesmo com a matéria astral, facilitando o processo de intercâmbio físico e espiritual entre os planos vibratórios e os diversos universos que constituem o nosso multiverso infinito.

Ao redor da Terra dos encarnados, ocupando suas vizinhanças e entranhas, dezenas de mundos espirituais existem, integrando-se psiquicamente com as mentes de todos nós, em correntes intensas e irrestritas, mas com pouco efeito sobre a constituição material do plano em que vocês habitam, uma vez que as diferentes condições da matéria astral nada mais são do que peculiaridades de momento, ou conformacionais, do fluido cósmico universal, da mesma forma que a matéria ordinária também o é.

Cada um desses planos vibratórios tem minúsculas variações das constantes físicas básicas, o que lhes confere diferenças significativas nas estruturas materiais e no arcabouço energético, que, por sua vez, interferem de forma pronunciada na constituição e composição dos corpos espirituais de seus habitantes e ajuda a entender os numerosos problemas de terminologia que enfrentamos quando essas mensagens são transmitidas à Terra. Por vezes colocamos que os problemas de comunicação esbarram em terminologias que vocês não conhecem, mas a realidade é mais grave: faltam referenciais para comparação.

Para os planos mais sutilizados, vocês são vistos como habitantes intraterrenos, da mesma forma que os habitantes dos abismos e das trevas profundas são chamados de seres subcrostais por vocês. Porém as palavras “intraterreno” e “subcrostal” é metafórica, uma vez que não estão dentro ou abaixo de nada na sua frequência vibratória. Essa terminologia somente se impôs e hoje até prejudica a compreensão em função das imagens dantescas com que foram retratados os planos de dor e sofrimento na Idade Média. Esses habitantes não vivem no núcleo quente de Terra “física”, mas na superfície de esferas mais densas do que a vossa, apenas isso. Estrelas também enfeitam o céu noturno desses planos.

O peso que esses irmãos sofrem não é fruto da pressão das rochas sobre suas cabeças, mas o efeito das egrégoras e viciações mentais a que se entregaram ao longo de eras geológicas.

Essa realidade também se manifesta em termos evolutivos, biológicos, sendo praticamente impossível distinguir um plano dimensional ou vibratório de seus pares mais próximos, motivo que leva diversos irmãos desencarnados a ignorarem a própria condição; ignoram a morte porque o mundo que encontram após o desenlace é, em quase tudo, semelhante ao deixado para trás. Essa semelhança entre os planos não é apenas física, mas também biológica, como estudos anteriormente apresentados sugeriram.

A estruturação do orbe em moradas de densidade decrescente existe para guiar o espírito em direção à perfeição. Chegará o momento em que a sociedade como a conhecemos terá abandonado o plano físico de vocês e viverá nos planos mais sublimados, da consciência livre e imaterial, conforme a descrição do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Quando isso ocorrer, caso outra civilização vier a fazer “uma visita” ao plano físico atual, veria um mundo desolado e diria que os grandes primatas teriam se extinguido… isso se a vida ainda existir na superfície do globo. Contudo, nas esferas mais sutis, nossas coletividades estariam no seu mais elevado e pleno vigor, com renascimentos e progresso.

A própria codificação narra essa transformação, que apresenta caráter inevitável, até porque tudo que apresenta natureza material é perecível e deve desaparecer com o tempo. Deus está em toda parte e a vida é ubíqua, ocupando cada meandro desse tortuoso rio chamado universo, com canais aferentes e eferentes, por onde a matéria e energia são recicladas. Fazemos parte desse contínuo e se fisicamente ainda estamos presos a nossas limitadas percepções, em espírito podemos sondar a intimidade da vida e do todo.

Tudo virá de forma paulatina e a seu tempo, sob a direção dos mestres Imortais e a liderança do Cristo planetário.

Médium: Elerson Gaetti
Autoria: Joseph Gleber
Data: 19 de dezembro de 2012
Parte do capítulo 1 do livro “Repensando a Obra de André Luiz”.

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