Chacras, cromoterapia e fluidoterapia

A complexidade estrutural do organismo humano, na matéria ordinária, é apenas pálido reflexo de sua real organização quando consideramos o homem integral, multidimensional.

Se meus irmãos pudessem observar o corpo humano em um modelo diáfano, veriam que ao lado dos órgãos físicos, o próprio perispírito enverga complexa rede de canais fluídicos que se interligam, tal qual os sistemas linfático ou circulatório, e unem pontos ou vórtices que concentram a interação entre os corpos espirituais e o corpo físico, os chacras.

Muito já foi dito sobre eles e muito ainda há de sê-lo. Contudo, as noções mais relevantes sobre o tema devem ser estudadas por todos que trabalham direta ou indiretamente com a saúde do homem encarnado ou com tratamentos desobsessivos.

Os chacras são portas de união entre os “folhetos” que compõem o organismo humano multidimensional e, como tal, enviam e recebem influências dos corpos espirituais. Tais influenciações podem se manifestar como saúde e plenitude física e vibratória, psíquica, em todos os corpos que nos compõem, ou doenças, enfermidades de cunho somático ou espiritual uma vez que essa separação é apenas acadêmica, ou melhor, didática.

Durante muitos anos, acreditamos que os chacras fossem estruturas com limitada influência no corpo físico e quase os ignoramos, o que foi um equívoco de grandes proporções. Como áreas de união e intercâmbio fluídico, estão ligados às glândulas endócrinas e ao sistema nervoso, modificando as condições metabólicas de meus irmãos, afetando seu humor, capacidade de concentração, captação de impulsos mentais, modificando o seu humor e equilíbrio psicológico, emocional. Além desse relevante aspecto, sua importância se expande quando percebemos que as desarmonias comportamentais alteram a condição vibratória de meus irmãos, impondo sobrecargas profundas à estrutura funcional dos chacras, que passam e sofrer os efeitos de uma desestruturação parcial, produzindo modificações em todo o delicado sistema de equilíbrio fluídico-magnético do ser, atingindo todos os veículos inferiores que constituem o indivíduo, como o duplo etéreo, o corpo físico e o psicossoma. Essas desarmonias podem continuar reverberando no corpo mental superior, mantendo a influência negativa sobre todos esses folhetos corpóreos inferiores.

Essas crises de desequilíbrio podem ser facilmente detectadas em um exame direto dos chacras e dos canais fluídicos que os interligam, que refletem pormenorizadamente essas transformações e perturbações, mesmo que sutis. Não raro, podemos verificar a perda da libido sexual em indivíduos cujo comportamento sexual desregrado levou a uma sobrecarga de suas forças genésicas, ou a perda do equilíbrio emocional em irmãos coléricos, que se manifesta como desarmonia em seus chacras laríngeo e cardíaco. Em tais condições enfermiças, o irmão deve reconhecer, e esse é o maior problema, a sua condição e procurar restabelecer o equilíbrio integral de seu corpo.

A participação em atividades verdadeiramente altruístas, em que não pensamos em nós mesmos e nos nossos problemas, bem como contatos com o ambiente natural, reeducação comportamental, alimentar e sexual, hábitos saudáveis de meditação e estudos colaboram para devolver cada um dos centros de força à sua condição vibratória original, compatível com a saúde do ser.

Acreditamos piamente que, na medida em que os espíritas descobrirem os muitos papéis que essas estruturas fluídico-magnéticas possuem, terão muitos instrumentos adicionais para o diagnóstico e o acompanhamento das dissintonias, parafilias, psicoses, neuroses e doenças do corpo físico, como as enfermidades de cunho infeccioso, neoplásico ou de desenvolvimento.

Os centros de força evidenciam que na natureza, os pensamentos e atos não se mantêm na esfera puramente abstrata e passam a influenciar profundamente a saúde do indivíduo como um todo, produzindo alterações que se somam às que ele já carregava de encarnações pretéritas. Como canais “preferenciais”, os chacras permitem a imersão no universo reencarnatório de meus irmãos, sem a necessidade de adentrar detalhes que poderiam prejudicar seu crescimento enquanto encarnados. Em nosso plano de vida, as condições energéticas do ser, as trocas e fluxos de energia pelos canais que irrigam e drenam os corpos espirituais são plenamente observados e tratados.

A partir do reconhecimento do papel dos chacras no intercâmbio entre os corpos fluídicos e o corpo denso, a casa espírita deve dar grande atenção aos muitos procedimentos que envolvam interações fluídicas e energéticas, desde os passes, até os tratamentos desobsessivos. Não raro, os obsessores afastam-se de suas vítimas encarnadas ou desencarnadas, nas proximidades da casa espírita, mas os chacras do obsidiado demonstram claramente o intercâmbio nocivo, comungando das condições fluídicas de duas ou mais consciências envolvidas no processo.

Da mesma forma, o tratamento e realinhamento dos chacras são de fundamental importância para romper parte da sintonia entre o obsidiado e seu parceiro ou parceiros, removendo-o dessa verdadeira enxertia fluídica e dando o tempo necessário para que o encarnado mude sua condição vibratória e mental que, em última instância, determina o funcionamento de seus centros de força e sistemas orgânicos no corpo físico e demais corpos inferiores.

Os meus companheiros encarnados, particularmente aqueles que envergam títulos de saber, são refratários em reconhecer o papel dos vórtices energéticos na implementação das enfermidades físicas e espirituais, que sequer reconhecem a existência, e isso é até compreensível, até certo ponto, afinal enxergamos apenas aquilo que nos preparamos para enxergar. Porém, como negar que os desequilíbrios genésicos irão produzir, anos mais tarde, enfermidades de cunho sexual ou metabólico?

Como negar que os profundos desequilíbrios descritos há séculos pela medicina oriental, junto aos chacras cardíaco e laríngeo produzirão enfermidades profundas envolvendo os sentimentos de meus irmãos? Com reflexos no sistema circulatório como um todo, não raro reduzindo o tempo em que meu irmão irá residir naquele corpo denso.

Como negar que o chacra frontal não vem a refletir e influenciar as capacidades de interação com o universo ao nosso redor, modificando nossas habilidades e possibilidade de abstrair e compreender? Basta ver os irmãos com profundos desvios em seus chacras frontais para percebermos o mau uso do intelecto em suas vidas anteriores, afetando todos os corpos espirituais e que acabam tendo na demência o tratamento para os casos mais graves e recalcitrantes.

Como ignorar que o chacra coronário em desequilíbrio mantém o indivíduo na condição de profunda apatia diante da vida? Por dificultar a interação fluídica com o cosmo, o irmão com esse tipo de alteração se mostra incapaz de olhar adiante, de planejar e cumprir com o planejado. Desiste diante da vida porque nada vê além da cortina de fumaça que o envolve.

No mundo atual, embora os desvios comportamentais possam afetar a estrutura dos chacras superiores, e essa influência se mostra recíproca, são os chacras inferiores que padecem dos maiores desvios e desequilíbrios na vida cotidiana.

Comportamentos sexuais desregrados, bebidas e alimentação profundamente desequilibrada induzem, paulatina transformação na carga vibratória de cada um desses centros de força, modificando-lhes não apenas a morfologia característica, mas também sua cor e frequência vibratória, afetando as intrincadas conexões com os sistema glandular do corpo físico.

Apenas o tratamento sintomático não é capaz de restabelecer a harmonia que foi subtraída, de forma que a reeducação espiritual, a fluidoterapia e a cromoterapia podem e devem ser utilizadas para dar suporte ao tratamento empregado, removendo as causas do fenômeno.

Meus queridos irmãos, temos presenciado, nas mais variadas casas espíritas nas quais o Criador permite nossa participação no trabalho assistencial, discussões a respeito do papel dos encarnados e desencarnados nesses tratamentos. A postura comodista quase sempre impera, onde o indivíduo acredita que os espíritos farão tudo, inclusive corrigindo diagnósticos e procedendo o realinhamento vibratório dos chacras de meus irmão enfermos. Essa atitude é típica daqueles que se mostram portadores de desarmonias básicas nos centros de força laríngeo, frontal e coronário, uma vez que apresentam desvios ligados à vontade, cognição e capacidade de interação com aspectos ou sistemas mais complexos, só conseguindo ver um lado de cada vez da enfermidade em tratamento, no exato momento em que o problema é avaliado.

Essas palavras não têm a intenção de magoar ou agredir, mas não podemos deixar de contemplar um aspecto interessante: a maioria dos dirigentes espíritas e médiuns de cura possuem desarmonias em sua estrutura fluídico-magnética e deveriam se submeter a tratamento e não provê-los para os demais. Parar, pensar, meditar, concluir e mudar, constitui sábia e providencial sequência a ser seguida periodicamente por todos.

Vocês se utilizam de todo tipo de energias nas atividades das casas espíritas, mas quando escutam que irmãos se utilizam de técnicas de cromoterapia para o atendimento e realinhamento energético do indivíduo, viram o rosto ou empregam palavras pouco nobres e intransigentes para descrever os companheiros. Isso é desconhecimento de causa. A cor nada mais é do que a percepção de uma energia em determinado comprimento de onda e todos vocês, inclusive aqueles que se protegem na ortodoxia, fazem uso de procedimentos cromoterápicos.

A mente é fonte de poderosas emissões energéticas que ganham características visuais aos nossos olhos, mesmo que vocês não se mostrem aptos a vê-las. Podem sentir as cores de uma reunião fluidoterápica, podem modificar o padrão vibratório de um ambiente com elas. Tudo é cor, tratando-se de energias e vibrações. Não existe necessidade alguma de lâmpadas multicoloridas ou similares, até porque as cores a que me referi não dizem respeito às manifestações da luz comum no vosso plano de vida.

Meus irmãos, somos todos parceiros em crescimento, em duro combate contra as próprias limitações, que são pungentes. Não podemos dilatar as nossas dificuldades com atitudes e posturas castradoras, irracionais. O sistema de chacras descortina todo um universo que aguarda a atenção de todos em função de suas múltiplas potencialidades no diagnóstico e na terapêutica das enfermidades do corpo e da alma. Não podemos ignorá-lo, como também não podemos olvidar o bom senso e do estudo sistemático e crítico.

Em parceria, podemos muito mais.

Médium: Elerson Gaetti
Autor: Joseph Gleber
Data: 28 de dezembro de 2012.

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Uma resposta para Chacras, cromoterapia e fluidoterapia

  1. ana lucia victor disse:

    Adoro….é muito precioso a doutrina espirita….tem que ver pra crer..
    maravilhoso!!

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