Renascimento nos planos espirituais

Autor: Jörg Stephan
Médium: Elerson Gaetti

No dia 30 de maio de 2012, recebemos um texto transmitido pelo amigo Ishmael, secundado, naquela ocasião, pelo companheiro Joseph Gleber, abordando o renascimento nos planos espirituais.

Para nossa surpresa, Ishmael disse que a autoria do texto não era sua e devia ser atribuída a um irmão residindo em um plano mais alto, Jörg Stephan, e que ele, como espírito, atuara apenas como médium do outro companheiro. O texto inteiro pode ser encontrado no livro “Vida Além da Vida”. Analisamos o texto diversas vezes e continuamos nos surpreendendo…

 “O Amor e a Vida. Uma só realidade.

O mestre divino colocou, com palavras bastante claras, que o amor levava à vida. O amor é o caminho pelo qual a vida se manifesta. Onde existir amor, a vida se apresenta, em um dueto maravilhoso.

Existem diversos planos de vibrações diferentes ao redor do mundo físico, cada qual com sua realidade e suas peculiaridades. Em alguns desses planos, adentramos através da morte do aparelho físico, enquanto outros o ingresso se dá “pela encarnação” em um veículo ou corpo mais sutil ao veículo físico, enquanto, em outros planos, o ingresso se dá apenas através do nascimento tradicional, conhecido de todos nós como reencarnação.

Nos planos espirituais a vida se manifesta de forma diferente e imensamente mais rica. Mais libertos do corpo físico, animais, vegetais e homens aprendem e aperfeiçoam suas características próprias. Sim, existe vida de todo tipo do lado de cá, tanto quanto entre os encarnados. Com a diferença maior de que vivemos em condições diferentes de percepção.

Amamo-nos e reencarnamos nos planos vitais que ainda nos acrescentam experiências e desafios. Quando deixarmos para trás nossas dívidas com o plano físico, passamos a nascer em outros planos dimensionais que, no presente, vocês chamam de “planos espirituais”. Particularmente, tudo é espiritual, mudando apenas o tipo de invólucro através do qual o espírito se reveste.

Vocês se espantarão quando encontrarem a realidade extrafísica que tenho ao meu lado. Crianças lindas que se preparam para nascer em outros planos e universos, conduzindo, com o seu coração pleno, a alegria do reencarne por escolha própria, na forma de irmãos que buscam o crescimento coletivo e não apenas pessoal.

O perispírito é a roupagem que estrutura e modela o corpo físico, sendo, ele mesmo, reflexo dos demais corpos espirituais superiores, de forma que ele também possui uma natureza material, apenas vibrando em frequência diferente do corpo físico. Essa realidade é tão certa que, em nosso plano de vida, vivemos como se fôssemos encarnados. Quando o reencarne de aproxima, sentimos o peso da matéria se aproximando e manifestamos as mesmas características que vocês sentem quando estão próximos do desencarne no plano físico, como angústia, aflição e perda de capacidades motoras e cognitivas, apenas com o diferencial de que o processo é de muito curta duração e é de conhecimento de todos. Não há trauma.

Em nosso meio, as crianças também nascem, fruto do amor entre iguais. Continuamos homens e mulheres, porque essa é uma condição útil, mas transitória. Os rebentos que ganham um perispírito mais denso entre nós vêm para nosso plano oriundos de planos mais elevados ou aqui estão para mudar seu histórico de vida, da mesma forma que fazíamos em relação ao corpo físico e o mundo da matéria mais densa.

O segredo desse processo está contido na palavra amor, porque a vida deriva do amor, mesmo que animal ou transitório, representado por espíritos que ainda se animalizam. Por que vocês se assustam com a ideia de crianças nascendo nos umbrais mais amenos? Não seriam esses lugares expressões semelhantes às periferias das grandes cidades do mundo físico? Sim. E Deus não desempara a esses pequeninos. Eles somente ganham a oportunidade de retorno em ambientes capazes de suportá-los e sempre contam com a proteção dos guias espirituais que possibilitaram o processo de retorno.

Contudo, o nascimento é limitado pela faixa vibratória característica dos umbrais mais densos, das trevas profundas e abismos, afinal como pode haver amor para os seres que se unem apenas para odiar? Como pode um ser gerado e transportado por dias, semanas ou meses, dependendo do plano vibratório em que se dá o fenômeno, sem que haja uma gota de amor ou de altruísmo.

Não, meus amigos, não! Não é possível. Mesmo o amor servil e físico estabelece liames entre todos os envolvidos. Não existe coração que não seja influenciado pela vida que brota na figura de um ser tão dependente e frágil, mas que carrega em seu íntimo inúmeras possibilidades. O filho de hoje é o pai de amanhã.

Em mundos de expiação e provas e nos mundos primitivos, os planos físicos somente podem ser adentrados pelo berço, que constitui a cura para todas as imperfeições da alma, enquanto os planos espirituais inferiores somente são adentrados com a morte do corpo denso, enquanto os planos umbralinos mais amenos, planos intermediários e planos mais elevados podem ser adentrados pela perda de corpos mais densos, ou seja, a morte, e pela aquisição de corpos espirituais mais sutis, em berços com mais ou menos luz, conforme a liberdade do irmão “reencarnante”. É um processo semelhante, embora mais rápido, do que aquele que acontece por ocasião do reencarne no plano físico.

A evolução se dá por repetição e aprimoramento e aquilo que vocês percebem como um plano espiritual é, para nós, tão físico quanto sentíamos em relação ao seu mundo, quando estávamos entre vocês. A nossa essência é imaterial e somente será atingida com a perda progressiva dos grilhões materiais e esse processo se dará em muitas etapas.

A reencarnação no plano espiritual, pelo menos em algumas frequências vibratórias, é uma regra que escapou das percepções mediúnicas em função de diversos fatores. O principal deles é que as comunicações mediúnicas refletiam a necessidade de luz da população para a qual se destinava, bem como a evolução espiritual do médium e do irmão comunicante.

Até ontem, as mensagens espirituais se destinavam a mostrar que a morte do corpo físico era um processo de renovação e libertação associado ao fenômeno de reencarnação. As pessoas viviam suas angústias e aflições do dia a dia, que refletiam a miséria íntima de cada um. Elas precisavam saber que a morte não existe, apenas isso.

Hoje podemos mostrar que o nascimento também se abre em outros planos da matéria e energia no universo, mais sutilizados. Podemos dizer que o coração humano está preparado para compreender os ciclos de vida-morte que se fazem presentes, em todas as direções.

Essa questão traz  uma implicação extremamente importante. Não havendo nascimentos entre as dimensões das trevas, podemos dizer que elas são incompletas? Sim, indubitavelmente, pois somente o amor, divino e humano, harmoniza as estruturas do universo e da vida, em um todo. Nesses planos, se não fosse o amor divino, sempre presente, a própria estrutura da matéria iria de decompor como parte de uma ilusão.

Na medida em que sintonizamos com realidades mais elaboradas, percebemos que as diferenças entre os seres, entre as diferentes criaturas vivas, são apenas alegóricas e periféricas. Somos filhos do amor de Deus e através do amor dos homens a centelha divina se manifesta em quase todos os ambientes e dimensões.

Aquele que ama gera vida.

Aquele que sente o amor verdadeiro não encontra a morte, que passa a ser sentida como uma transição para um estado mais pleno e isso se mantém até que todas as imperfeições da matéria não acrescentem nada mais para o espírito imortal e, a partir daquele momento, nos livramos da necessidade imperativa da reencarnação, independentemente de onde o processo se manifesta.

É um contínuo e não pode ser rompido. É a ordem natural das coisas, preditas por Jesus, em perfeita sintonia com o Pai.”

Para concluir esse assunto, Ishmael tomou o papel e transmitiu mais algumas orientações que foram inseridas naquele livro. O texto transcrito coloca que…

“O nascimento nos planos espirituais (próximos à Terra e na posição evolutiva de nosso mundo) não é muito comum porque a vida é uma oportunidade de reingressar na escola das provas e isso se dá mais forçosamente no plano físico, mais rico em desafios de todo tipo. Como a maioria de nós ainda tem muitas contas a acertar com a carne e, no plano espiritual, precisamos de todo o tempo disponível para se preparar para novas jornadas no mundo mais denso, filhos aqui não são normalmente cogitados. Do ponto de vista biológico, o que determina a fecundação, no plano espiritual, é a existência de gametas, oriundos dos órgãos do perispírito, e a vontade verdadeira dos envolvidos.

Além desse aspecto, a gravidez no plano espiritual é de curta duração e a criança apresenta um crescimento mental e “físico” notável. Quase sempre temos o nascimento de nossos entes queridos de outrora, antigos pais e mães e demais parentes próximos que deverão permanecer em nosso plano de vida, vindos de outros mais elevados, por um período mais ou menos longo, o que justificaria o renascimento em nossa esfera, sem apresentar a necessidade de severos resgates de dívidas. Se a permanência desse irmão ou irmã for transitória, acaba sendo mais adequado à materialização do perispírito do amigo, no novo destino, um processo que consome pouca energia e poderia ser bastante satisfatório para estadas curtas, semelhante às materializações de espíritos no plano físico.

Sexo brota da energia criativa e do amor entre os seres, não nos cabendo classificá-lo ou descrevê-lo, mas com a evolução espiritual, ele vai se tornando menos físico, como o próprio perispírito, e essas energias vão ganhando conotações cada vez mais fraternas e menos exclusivistas. O amor puro vence os obstáculos da posse e do sexo físico e é para esse ponto que mais cedo ou tarde iremos convergir. A interação entre as almas libertas da matéria é capaz de produzir sensações e “prazer” muito além do físico ou da relação sexual propriamente dita. Esse amor se expande a ponto de se tornar uma alegria e satisfação pela vida como um todo. É o amor pleno.”

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Uma resposta para Renascimento nos planos espirituais

  1. wilson disse:

    Observações sobre os espíritos mistificadores.

    Os espíritos de luz pregam as Virtudes, a caridade, a elevação moral, a pureza dos pensamentos, a honestidade, a fraternidade, o amor pelos animais, eles procuram nos ajudar em nossa melhoria Moral e espiritual.
    Os espiritos que pedem coisas matérias como velas, despachos, cigarros, charutos, bebidas alcoólicas, comida e sacrifícios de pobres animais, são espiritos inferiores ainda apegados a matéria, espiritos sem luz.
    Mais esses espiritos podem simular a caridade e o amor para tentar enganar as pessoas, eles usam nomes falsos e venerados, usam uma Linguagem melosa e doce com palavras bonitas para SUDUZIR AS PESSOAS.
    São os espiritos sedutores, eles são bom na lábia.
    Esses espiritos embusteiros e mistificadores estão espalhando ensinamentos falsos através de vários médiuns obsedados, ensinamentos como.
    Gravidez e sexo no plano espiritual.
    Casamento entre os espiritos desencarnados.
    Vejamos, espírito desencarnado fazendo sexo e engravidando, isso é ridículo pura MISTIFICAÇÃO, espírito desencarnado namorando e casando, espírito desencarnado andando de automóveis, outros andam de carruagens puxadas por cavalos, tudo mistificação, espírito desencarnado andando de carruagens KKKKKKK

    Vejamos as Observações de Allan Kardec sobre essas questões.

    Caríssimos, não acrediteis em todos os espíritos, mas provai se os espíritos são de deus, porque são muitos os falsos profetas, que se levantaram no mundo. (joão, epístola i, cap. Iv: 1)

    Os Espíritos imperfeitos aproveitam-se freqüentemente dos meios de comunicação de que dispõem para dar maus conselhos. Excitam a desconfiança e a animosidade entre os que lhes são antipáticos. Principalmente as pessoas que podem desmascarar a sua impostura são visadas pela sua maldade.
    As criaturas fracas, impressionáveis, tornam-se alvo do seu esforço para levá-las ao mal. Usam sucessivamente os sofismas, os sarcasmos, as injúrias e até as provas materiais do seu poder oculto para melhor convencê-las, empenhando-se em desviá-las do caminho da verdade.

    Não há outro critério para se discernir o valor dos Espíritos senão o bom senso. Qualquer fórmula dada pelos próprios Espíritos, com esse fim, é absurda e não pode provir de Espíritos superiores.

    Julgamos os Espíritos pela sua linguagem e as suas ações. As ações dos Espíritos são os sentimentos que eles inspiram e os conselhos que dão.
    Admitido que os Espíritos bons só podem dizer e fazer o bem, tudo o que é mau não pode provir de um Espírito bom.

    A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna, elevada, nobre, sem qualquer mistura de trivialidade. Eles dizem tudo com simplicidade e modéstia, nunca se vangloriam, não fazem jamais exibição do seu saber nem de sua posição entre os demais. A linguagem dos Espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que revele baixeza, auto-suficiência, arrogância, fanfarronice, mordacidade é sinal característico de inferioridade. E de mistificação, se o Espírito se apresenta com um nome respeitável e venerado.

    Não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas sondar-lhes o íntimo, analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. Toda falta de lógica, de razão e de prudência não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome de que o Espírito se enfeite.

    Os Espíritos bons só dizem o que sabem, calando-se ou confessando a sua ignorância sobre o que não sabem. Os maus falam de tudo com segurança, sem se importar com a verdade. Toda heresia científica notória, todo princípio que choque o bom senso revela a fraude, se o Espírito se apresenta como esclarecido.

    Os Espíritos levianos são ainda reconhecidos pela facilidade com que predizem o futuro e se referem com precisão a fatos materiais que não podemos conhecer. Os Espíritos bons podem fazer-nos pressentir as coisas futuras, quando esse conhecimento for útil, mas jamais precisam as datas. Todo anúncio de acontecimento para uma época certa é indício de mistificação.

    Os Espíritos superiores se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia das idéias e das expressões, claro, inteligível a todos, não exigindo esforço para a compreensão. Eles possuem a arte de dizer muito em poucas palavras, porque cada palavra tem o seu justo emprego. Os Espíritos inferiores ou pseudo-sábios escondem sob frases empoladas o vazio das idéias. Sua linguagem é sempre pretensiosa, ridícula ou ainda obscura, a pretexto de parecer profunda.

    Os Espíritos bons jamais dão ordens: não querem impor-se, apenas aconselham e se não forem ouvidos se retiram. Os maus são autoritários, dão ordens, querem ser obedecidos e não se afastam facilmente. Todo Espírito que se impõe trai a sua condição. São exclusivistas e absolutos nas suas opiniões e pretendem possuir o privilégio da verdade. Exigem a crença cega e nunca apelam para a razão, pois sabem que a razão lhes tiraria a máscara.

    Os Espíritos bons não fazem lisonjas. Aprovam o bem que se faz, mas sempre de maneira prudente. Os maus exageram nos elogios, excitam o orgulho e a vaidade, embora pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles que desejam conquistar.

    Devemos desconfiar dos nomes bizarros e ridículos usados por certos Espíritos que desejam impor-se à credulidade. Seria extremamente absurdo tomar esses nomes a sério.

    Devemos igualmente desconfiar dos Espíritos que se apresentam com muita facilidade usando nomes bastante venerados, e só com muita reserva aceitar o que dizem. Nesses casos, sobretudo, é que um controle severo se torna indispensável. Porque é freqüentemente a máscara que usam para levar-nos a crer em pretensas relações íntimas com Espíritos excelsos. Dessa maneira eles lisonjeiam a vaidade do médium e se aproveitam dela para o induzirem a atos lamentáveis e ridículos.

    Submetendo-se todas as comunicações a rigoroso exame, sondando e analisando suas idéias e expressões, como se faz ao julgar uma obra literária e rejeitando sem hesitação tudo o que for contrário à lógica e ao bom senso, tudo o que desmente o caráter do Espírito que se pensa estar manifestando, consegue-se desencorajar os Espíritos mistificadores que acabam por se afastar, desde que se convençam de que não podem nos enganar. REPETIMOS QUE ESTE É O ÚNICO MEIO, MAS É INFALÍVEL PORQUE NÃO EXISTE COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA CRÍTICA RIGOROSA. Os Espíritos bons jamais se ofendem, pois eles mesmos nos aconselham a proceder assim e nada têm a temer do exame. Somente os maus se melindram e procuram dissuadir-nos, porque têm tudo a perder. E por essa mesma atitude provam o que são.

    Eis o conselho dado por São Luís a respeito:

    “Por mais legítima confiança que vos inspirem os Espíritos dirigentes de vossos trabalhos, há uma recomendação que nunca seria demais repetir e que deveis ter sempre em mente ao vos entregardes aos estudos: a de pesar e analisar, submetendo ao mais rigoroso controle da razão todas as comunicações que receberdes; a de não negligenciar, desde que algo vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro, de pedir as explicações necessárias para formar a vossa opinião.”

    REPETIMOS QUE ESTE É O ÚNICO MEIO, MAS É INFALÍVEL PORQUE NÃO EXISTE COMUNICAÇÃO MÁ QUE RESISTA A UMA CRÍTICA RIGOROSA

    Allan Kardec.
    O Livro dos Médiuns.

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