Adotando a Evangelização de Espíritos

É com muita alegria que anunciamos a intenção de utilizar este espaço para um novo projeto: compartilhar os primeiros passos dados pelos trabalhadores do Lar Espírita Chico Xavier, de Fortaleza, dentro do propósito, assumido no final de 2012, de alinhar metodologicamente todas as atividades da casa à Evangelização de Espíritos.

Como já tratamos muitas outras vezes aqui, a Evangelização de Espíritos é a proposta de Eurípedes Barsanulfo para a educação do Ser Espiritual. Por um lado, trata-se de um resgate do trabalho desenvolvido pelo mais significativo educador espírita da história, durante sua última existência terrena. Por outro, é um desdobramento desse trabalho orientado pela Equipe Espiritual Eurípedes Barsanulfo, comprometida em contribuir para o atendimento das necessidades do Espírito neste momento de transição por que passa a Terra.

Perfeitamente assentada nos princípios contidos nas obras de Allan Kardec, Chico Xavier e demais autores espíritas consagrados, a Evangelização de Espíritos se diferencia antes de tudo pelo foco: mais do que ensinar teoria doutrinária, a proposta de Eurípedes é a de orientar o Ser Espiritual a vivenciar o Evangelho e a Doutrina Espírita em sua intimidade.

Afinal, de que adianta acreditar em reencarnação, acreditar em mediunidade, acreditar que Jesus é um modelo moral ou que fora da caridade não há salvação, se essas crenças não forem capazes de produzir mudanças concretas em nossa trajetória espiritual? Se essas novas ideias – aliás, nem tão novas assim – não tiverem impactos significativos em nossa postura diante da vida, diante do outro?

Atento ao fato de que a adesão racional às ideias espíritas não é suficiente para nos tornar Espíritos conscientes, renovados, evangelizados, Eurípedes nos propõe recursos simples, mas extremamente eficientes, para nos auxiliar nos processos de autoconhecimento, de compreensão de nosso planejamento reencarnatório e de reconhecimento dos próprios compromissos assumidos para esta existência terrena.

Assim é que todo aquele que chega a uma casa espírita que adota a Evangelização de Espíritos é convidado não apenas a reconhecer-se como um Espírito, mas também a conhecer melhor o Ser Espiritual que é, o que implica aprender a identificar os pensamentos que o caracterizam, os sentimentos que se ligam a esses pensamentos e as necessidades espirituais de que é portador.

Nesse sentido, uma das primeiras mudanças implementadas no Lar Espírita Chico Xavier foi a transformação da tradicional palestra pública de quarta-feira, às 19h30. Em lugar de preleção, com palco, púlpito e plateia enfileirada, estudo com cadeiras em círculo. Em lugar de palestrantes externos, trabalhadores da casa assumem a responsabilidade pelo estudo. Em lugar de temas escolhidos com base em roteiros genéricos pré-estabelecidos, tópicos nascidos da própria identificação de necessidades dos trabalhadores da casa. Em lugar de um único expositor por noite, escolhido em função de seu “domínio” sobre o tema, duplas ou trios de trabalhadores voluntariados em função de sua disposição de se aprimorar intimamente no assunto a ser abordado. Por fim, em lugar de exposição verbal do tema, abordagem participativa, entremeada pelos recursos da Arte e da Natureza.

Quais os efeitos das mudanças implementadas no Lar Espírita Chico Xavier, sob inspiração da Evangelização de Espíritos? As consequências têm sido muitas e profundas, na medida em que se trata de um processo gradual que se desenvolve desde meados de 2011.

Após um ano e meio de estudos e reflexões em torno da proposta de Eurípedes para a educação do Ser Espiritual, de pequenas experiências realizadas em todos os setores da casa com base na metodologia, o que mais mudou foi a percepção de cada trabalhador do Lar envolvido com a Evangelização sobre si mesmo.

Depois de reiterados estímulos para nos habituarmos a uma percepção mais clara sobre nós mesmos, não se poderia esperar menos do que um razoável amadurecimento da capacidade de refletir sobre si, por parte dos participantes dos encontros.

Ora, quem reflete mais e melhor sobre si não demora a compreender mais claramente suas necessidades e seus compromissos espirituais. E, mais dia, menos dia, parte da compreensão para a ação comprometida com seus propósitos reencarnatórios.

Assim é que temos visto, com indescritível alegria, tímidos trabalhadores da casa fazendo e compartilhando reflexões maduras sobre suas próprias dificuldades, em nossos círculos de estudos evangélicos, revelando firme compromisso de trabalhar esses entraves sob a condução amorosa de Eurípedes. Mais do que isso, esses trabalhadores vêm se revelando dedicados evangelizadores de Espíritos à frente dos nossos estudos de quarta-feira, que têm substituído a antiga atividade no formato de palestra.

Dessa forma, nas duas últimas quartas-feiras, a dupla responsável pelo estudo sobre Tolerância, além de partilhar com franqueza e maturidade suas dificuldades e conquistas na busca por vivenciar a tolerância, se serviu de dois importantes recursos propostos pela Evangelização de Espíritos para estimular os participantes a refletir acerca do tema. No primeiro dia, fomos todos convidados a sair do salão para nos sentarmos em círculo ao ar livre, ao lado de uma aceroleira e de uma espirradeira que cresceram juntas – melhor ainda, entrelaçadas – em nosso jardim.

Toda a reflexão da noite, feita de forma gradual e participativa, foi suscitada pela observação detida dessas árvores, tão diferentes entre si, que, apesar das diferenças, se desenvolveram tolerando-se e apoiando-se mutuamente. Já no segundo dia, que transcorreu da mesma forma, o estímulo foi a música. Em particular, uma extraordinária canção de Rodrigo Marçal e Tarcízio Francisco, intitulada Eu e o Outro.

Será que essa canção, em especial sua belíssima letra, tem algo a nos dizer sobre Tolerância? Durante o estudo da última quarta-feira, sob a condução de nossas evangelizadoras, Eu e o Outro serviu de fio condutor para pensarmos a tolerância a partir da nossa dificuldade de enxergar com clareza o outro e o mundo à nossa volta, fechados que estamos há milênios no egoísmo doente. Cada um, é claro, refletindo sobre a (in)tolerância que há em si, e compartilhando com os demais o que se sentia à vontade para exteriorizar. E você, tem algo a compartilhar sobre esse tema?

Fonte: http://espiritodearte.blogspot.com.br

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