Sofrimento

O que é o Sofrimento para o Espiritismo?

Todos nós que habitamos este planeta enfrentamos lutas, obstáculos, problemas, dificuldades. Quem se diz isento de problemas é porque tem vivido egoisticamente, sem se preocupar com a dor do próximo. Ao contrário do que costumamos acreditar, tudo isso não é castigo de Deus, que é amor e justiça em perfeição e deseja a nossa felicidade.

São provas necessárias ao nosso aprimoramento; sem elas, seríamos ainda trogloditas das cavernas, ignorantes e selvagens. Graças à necessidade de lutar contra as adversidades é que alcançamos o progresso intelectual e o aprimoramento das relações humanas, embora este caminhe a passos de tartaruga em comparação com aquele.

O sofrimento, na verdade, não decorre do problema em si mesmo, mas das nossas poucas condições para enfrentá-lo. É, pois, de natureza subjetiva, peculiar a cada criatura. Por isso que as situações não acarretam sempre as mesmas reações em pessoas diferentes.

É comum comentários de que os espíritas são frios quando da morte de parentes ou amigos, ao passo que o normal é o desespero e até a revolta. Puro engano das criaturas. Sentimos a separação daqueles que amamos e dói-nos a ausência, mas a Doutrina Espírita nos ensinou que a morte não existe; que o retorno à espiritualidade é um bem para quem regressou; e que em breve estaremos reunidos no além. Esse conhecimento fortalece a nossa fé e suportamos o transe de maneira mais equilibrada, o que significa sofrer menos.

Blasfemamos contra a dor, mas a dor é um bem, porque demonstra que estamos doente e onde; sem ela pereceríamos mais depressa. Igualmente lamentamos a doença, mas a doença via de regra é sinal de que levamos uma vida inadequada.

Há uma leia natural denominada “causa e efeito”. Em razão dela, toda ação provoca uma reação de natureza semelhante. Quem planta flores, colherá flores; mas que semeia espinhos, só poderá colher espinhos. É uma regra inderrogável, da qual não se escapa; mais cedo ou mais tarde, nesta vida ou em futuras encarnações, estaremos recolhendo os frutos da nossa semeadura.

Destarte, se amarguramos uma cirrose hepática, é bem provável que a causa seja um abuso do álcool ou de alimentação, desta vida ou de outras vidas; se sofremos o abandono e a ingratidão dos filhos, isso pode ser fruto nas nossas próprias condutas, por educá-los de forma incorreta; dificuldades financeiras comumente decorrem da nossa incapacidade de gerenciar os negócios, ou dos desperdícios com os gozos materiais.

Nós somos os construtores da nossa felicidade ou infelicidade. Por isso, é imprescindível que comecemos a meditar no nosso modo de vida, fazendo uma avaliação das nossas condutas, para eliminar aquelas negativas e fortalecer as positivas, sabendo que todo o bem que fazemos ao nosso próximo é o bem que atraímos para nós mesmos, e assim arredando para longe o sofrimento.

Autor: Donizete Pinheiro
Livro: Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo: 11 – São Paulo – 1997

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