Alimentação e evolução

Existem livros espíritas que falam da necessidade de alimentação e outros que negam isso. Que necessidades o corpo espiritual apresenta? O que poderia ocorrer com a fisiologia de um espírito que, privado de tudo, no umbral, fosse mantido preso por uma falange das trevas, sem alimentação e hidratação?

Ishmael ben Gurion. Caros amigos, não deixamos de ser homens com a morte. Aliás, a própria morte é uma ilusão dos sentidos. O corpo físico protege a nossa consciência contra nós mesmos. A morte é apenas uma chamada para a reeducação ou para a formatura de mais um ano na escola da vida; tudo muito simples. Não compliquem a sua estada terrena.

Alimentos, hidratação e excreção, além do sexo, existem naturalmente, mas diferem significativamente conforme a evolução moral e espiritual da entidade. Somos aqui o reflexo do que éramos aí. O que não chega a ser um alento.

Próximo à crosta, nos umbrais e coletividades menos evangelizadas, alimento e hidratação são necessidades porque o espírito assim solicita. Contudo, a maioria das necessidades nas regiões mais densas do umbral e planos mais inferiores é satisfeita através de parasitismo energético. Os alcoólatras, viciados em drogas, sexo e glutões mantêm uma grande coletividade de clientes desencarnados ao seu redor. Parceiros fiéis que estimulam as nossas fraquezas enquanto encarnados, mas que também estão sendo prejudicados pelo comportamento e pela dependência que estabeleceram.

Fora esses casos, a mente pede e o corpo tem que procurar atendê-la. A fome e a necessidade de alimentação advêm do pensamento do indivíduo, como, aliás, tudo o mais que o cerca após a morte. Obviamente, ele não irá “morrer” novamente se não ingeri-lo, mas sofre e sofre muito mesmo. Analisem as reuniões de desobsessão e de atendimento fraterno, vejam como nossos companheiros sofredores padecem da fome do corpo e da alma, reparem como solicitam água e outros líquidos. E a compleição física dos mesmos? Geralmente se mostram fracos e esquálidos, uma vez que não conseguem absorver os elementos mais sutilizados disponibilizados pelo ambiente e se assemelham aos encarnados com profunda hipovitaminose ou outra condição debilitante. Isso é real e ocorre em todas as casas espíritas nas quais esses irmãos têm condições de verbalizar suas angústias através de médiuns solícitos e prestativos. O mesmo posso dizer de líquidos e sexo.

A atmosfera e ambiente umbralino e dos demais planos vibratórios, que são muito numerosos, são capazes de fornecer, a partir do fluido cósmico universal, tudo aquilo que a fisiologia do perispírito solicita, de forma que a morte do “morto”, por inanição, não sobrevém. Entretanto, nas sociedades mais viciadas, o que mais reconforta o amigo desencarnado perturbado são as emanações fluídicas da crosta, com seus quadros de vampirismo energéticos e obsessões.

Nesse ponto eu gostaria de esclarecer que, dentre as necessidades de um espírito, merecem destaques aquelas que advêm de seus vícios quando encarnado, como os dependentes de drogas. Em tais condições, os viciados encarnados acabam por servir de “cachimbos” e “seringas” para as entidades desencarnadas que sentem necessidade de contato periódico e frequente com as energias densas do vício. Ambos os grupos deveriam receber toda a atenção em função do quadro epidêmico que essa condição apresenta entre vocês e nos planos mais próximos da crosta. Além da miséria absoluta, que ainda mata de fome milhões de encarnados, todos os anos, o uso e o abuso de drogas é a principal causa de ingresso de jovens nos umbrais e nos vales do suicídio. Isso tudo sem considerarmos as drogas como agentes promotores de violência, assassinatos e suicídios.

Espíritos que desencarnaram como suicidas involuntários, inconscientes, pela ação da dependência química, como álcool, cocaína, crack, êxtase e de outras substâncias, continuam frequentando as mesmas rodas de dependentes e se fartam desses agentes na presença daqueles que, na categoria de encarnados, ainda podem fazer uso material das mesmas. Muitos senhores das trevas e pesquisadores desencarnados fornecem narcóticos e outros agentes a esses dependentes desencarnados, para que façam tarefas espirituais, particularmente na condição de obsessores. Essas realidades vêm sendo continuamente confirmadas por equipes de socorristas cujos integrantes encarnados precisam de cuidados posteriores para readquirir o equilíbrio e se libertar lentamente da realidade observada.

Muitos dos principais agentes que hoje estão sendo vendidos entre vocês foram desenvolvidos aqui e, depois de verificada sua eficiência, enviados para os laboratórios terrenos através de médiuns que são dependentes e estão sob o domínio das forças da escuridão e discórdia, criando um novo canal para a obtenção de energias vitais e vampirismo. Posso compreender se vocês não aceitarem esses pontos de vista, porque eu mesmo relutei em fazê-lo, mas não podemos ignorar o que hoje conhecemos e tampouco aceitaria, de mim mesmo, a conivência do silêncio diante desse estado de coisas.

Nos planos intermediários, como o nosso, ligeiramente acima do umbral ameno, não recebemos alimentos sólidos e grande parte do que necessitamos, para a fisiologia dos órgãos espirituais, na nossa atual condição evolutiva, é fornecida de forma líquida, na água que bebemos, ou como energias ou princípios sutis, no ar que respiramos. Nos planos superiores, onde o corpo perispiritual é extremamente leve, diáfano, tênue e a matéria que o compõe vibra em frequências muito mais elevadas, a energia necessária e os demais elementos são quase totalmente fornecidos pelas energias cósmicas, diretamente a partir da criação divina.

No extremo oposto aos umbrais e zonas de dor, os espíritos que já se libertaram totalmente da matéria, denominados por vocês de “angelicais”, mantêm suas atividades empregando as emanações do amor divino são a fonte de tudo. Esses irmãos são livres e nada lhes representa obstáculo. Uma vez que não são constituídos de corpos materiais, não necessitam de matéria para mantê-los.

Futuramente, teremos de estudar mais as forças do amor, particularmente o amor divino. Alguns de nossos estudiosos colocam que essa força onipresente e infinita poderia ser categorizada como uma força a mais do universo, uma vez que as evidências apontam para uma interferência no caos nos primeiros momentos da vida do atual universo, como se a sua estrutura fosse modificada nos primeiros instantes a partir de um princípio organizador e unificador, que, por analogia, apresenta os mesmos atributos que as antigas religiões e o Espiritismo atribuíam e atribuem ao amor de nosso Pai. Essa é uma opinião pessoal, de caráter puramente especulativo. Deixemos o tempo falar a respeito.

Quanto ao sexo em diferentes planos vibracionais, gostaria de lembrar que continuamos homens e mulheres, conforme nossas inclinações psicológicas e físicas, sendo que o amor e a vida sexual podem continuar existindo. Em algumas esferas e sob condições mais ou menos estritas, podem gerar rebentos. Esse é outro ponto para o qual meus amigos encarnados têm torcido o nariz e as caretas de raiva se sucedem. Contudo, ocorre.

É lastimável que seja tabu discutir o assunto “sexo” entre os encarnados e creio que será bem pior discutir o sexo dos desencarnados. Tem gente que vê pecado em tudo, tem gente que peca com tudo que vê. Esses exageros e a política de colocar a vida privada no centro do controle religioso acabaram por transformar uma das potencialidades da alma em crime e pecado, quando, em realidade, representa uma expressão do amor em suas mais variadas formas. Quando evoluímos, o sexo perde o caráter puramente físico e se converte em algo que satisfaz pelo que representa para aqueles que se amam verdadeiramente, sem estereótipos.

Nesses planos mais próximos ao mundo físico, verdadeiras multidões de irmãos e irmãs desencarnados se entregam ao ato sexual próximo da animalização e, não raramente, repartem o leito com seus irmãos encarnados, que se libertaram provisoriamente do corpo físico através do sono. Isso é bastante frequente em motéis, bordéis e nas ruas, por vezes associados com entidades que apresentam dependência química. As orgias liberam energias intensas e densas, que nutrem extensa gama de entidades vampirizadoras. O ato sexual sem respeito recíproco nunca é realizado em segredo, de forma que nada mais errôneo do que dizer que “não interessa o que ocorre entre quatro paredes”, a menos que vocês não se importem com os diversos companheiros e sócios que levarão para o seu lar após os curtos momentos de prazer físico.

Essa interconexão entre os dois lados da vida é fonte de falência de muitos médiuns que se aproveitam da situação de maior proximidade com as pessoas e usufruem de favores sexuais e se insinuam sobre quem quer que se habilite ao delito, levando, para seus lares, entidades não compromissadas com o crescimento geral. Esses desencarnados “vivem” apenas para satisfazer suas necessidades e não se limitam a seguir seus pupilos em atividades pouco nobres, mas também interferem com a forma com que esses encaram o sexo e o prazer físico associado ao ato sexual. Atuam produzindo quadros de viciação que estão entre as mais deploráveis condições humanas. Os animais não sentiriam inveja dos homens se pudessem vê-los em seus sonhos de luxúria.

Autor espiritual: Ishmael ben Gurion
Médium: Elerson Gaetti
Esse texto foi retirado do livro “Vida Além da Vida”, volume 1, de autoria espiritual de Ishmael ben Gurion e de Joseph Gleber, dis

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