Médium

Qualquer um pode ser médium?

Médium é a pessoa que tem a capacidade de ser intermediária entre o mundo corporal e o espiritual. Essa capacidade é um dom do espírito, mas seu exercício depende de certas disposições orgânicas. É um compromisso assumido antes da reencarnação e que tem por finalidade a renovação espiritual do próprio médium, pelo trabalho voltado ao bem do próximo. Porém, todos nós somos mais ou menos sensitivos, ou seja, capazes de sentir de alguma forma a presença de espíritos ao nosso redor. Despreocupados dessa realidade, fatos estranhos acontecidos conosco passam sem explicação razoável, como tristezas ou alegrias repentinas; arrepios, formigamentos, dores ou doenças sem causa aparente; pensamentos contraditórios e nem por nós aceitáveis; ideias e soluções de estalo para problemas difíceis; premonições; e visões das almas de pessoas mortas.

Assim, aquele que tem essa faculdade mais aflorada é que pode ser considerado médium. Não é dom que se transfira de uma pessoa para outra e tampouco conseguiremos desenvolvê-lo em nós sem que exista o compromisso. Por mais que desejemos ser um médium psicógrafo (escreve mensagens de espíritos), se não tivermos uma tarefa com esse tipo de mediunidade não o seremos. Em razão disso, a mediunidade é acontecimento em nossa vida que deve desabrochar espontaneamente, para que possamos aproveitá-la de maneira satisfatória. Mas se aparecer, não devemos recusá-la, pois estaremos perdendo grande oportunidade de evolução ou, em muitos casos, correndo o risco de ficarmos desequilibrados por não trabalharmos com as energias que são atraídas pela nossa sensibilidade.

Há, contudo, que se tomar muito cuidado no exercício da mediunidade. É que lidamos com os espíritos e estes, sendo os próprios homens depois da morte, tanto podem ser bons como maus. E os maus não querem outra coisa a não ser a nossa infelicidade. Não basta nessa atividade os bons propósitos, pois os maus são ardilosos. É preciso prévio e teórico conhecimento do que seja o mundo espiritual, mediunidade e suas implicações. Atirando-nos diretamente à prática mediúnica, poderemos ser vítimas de processos obsessivos, ficando envolvidos pelos espíritos inferiores.

O Espiritismo possui a mais vasta literatura sobre mediunidade, ensinando-nos tudo que é de mais importante e básico para que o médium possa educar a sua faculdade, de modo que esta lhe seja útil e também ao próximo. Não é um conhecimento que pretendemos seja trancando a sete chaves, para que somente nós tenhamos o seu segredo, o qual no antigo Egito era revelado apenas aos iniciados. Pelo contrário, desejamos mesmo que todos tenham contato com essas informações, o que não significa tornar-se espírita, pois a mediunidade e o inter-relacionamento com os espíritos é fenômeno natural e atinge a todos, sem restrições.

Em um tempo não muito distante, os médicos não se preocupavam com a assepsia no trato com os doentes, acarretando muitas mortes por infecção. Após a descoberta das até então invisíveis bactérias transmissíveis de doenças infecciosas, a higiene passou a ser condição básica no tratamento médico. Agora, quando não se tem mais dúvidas quanto à existência dos espíritos, também invisíveis, precisamos aprender a conviver com eles, especialmente os que possuem a faculdade mediúnica.

Autor: Donizete Pinheiro

Livro: Respostas Espíritas – Edições Sonia Maria – 1ª Edição – Capítulo: 23 São Paulo – 1997

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Uma resposta para Médium

  1. Elerson Gaetti disse:

    Prezados amigos, o texto em destaque é bom, mas apresenta algumas incoerências:
    a) a evolução do indivíduo traz acréscimos ao seu potencial de sensibilidade, de forma que todos nós temos níveis variados de “mediunidade adquirida por méritos ” e de dons mediúnicos outorgados pela Espiritualidade superior para o trabalho que desenvolveremos na crosta. Ela não é simplesmente um dom, como muitos autores espíritas teimam em colocar;
    b) infelizmente, a mediunidade se desenvolve também em irmãos sem compromisso algum com o bem, embora o texto venha a sugerir o contrário. As trevas possuem seus médiuns também e todo aquele médium que se presta a atividades pouco cristãs pode estar sendo veículo dessas forças insalubres, mesmo que tenham formado amplos compromissos formais com a espiritualdiade ligada ao Cristo. Todas as vezes que falamos de mediunidade sem maior conheciemnto de causa, banalizando-a, trabalhamos por aqueles que se especializaram em denegrir a Doutrina dos Espíritos;

    No final das contas, a única coisa que um médium precisa para educar a sua mediunidade é o Cristo no coração e o bom senso na cabeça. Como as duas coisas andam muito escassas na população, a coisa degringola e temos uma legião de amigos que fazem de conta que servem ao Cordeiro e que, em realidade, prestam auxílio à ignorância e desinformação.

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