Vida Além da Vida – Volume I – Obsessão

Pergunta nº 3 – O que é obsessão? Como se estabelece?

Ishmael. Por esse nome temos uma ampla categoria de relações interpessoais entre espíritos, encarnados ou desencarnados, onde um influencia negativamente o outro. Vejam bem, podemos ter espíritos encarnados influenciando outros encarnados ou desencarnados, além de espíritos desencarnados influenciando pessoas que estão nos planos espirituais e, principalmente, na crosta.

As obsessões se estabelecem quase sempre como fruto de problemas de existências anteriores que foram agravados ou pelo menos não foram resolvidos. Esses problemas podem refletir ódios e amores viciados que não se resolveram, ou comportamentos viciados dos encarnados e desencarnados. Em tais casos, aquele que se sente prejudicado ou ligado ao obsediado passa a acompanha-lo, influenciando seus pensamentos e desejos mais íntimos, procurando formas de mantê-lo separado da sociedade e exacerbando suas piores limitações. Para esses amigos espirituais que atravessam momentos ruins, de ódio e vingança, os obsessores, o processo de influenciação é lento, mas eles têm todo o tempo necessário.

De uma maneira geral, essa fase inicial é conhecida como obsessão simples, onde as idéias e atitudes do obsediado, geralmente encarnado, são afetadas perifericamente e ele pode reconhecer o que vem de si e o que parece estranho à sua maneira de agir e pensar. Como muitas vezes nossos obsessores nos conhecem melhor do que nós mesmos, eles acabam fazendo brotar no coração de seus alvos a sensação de que são fortes e senhores de todos os seus atos, permitindo que o processo caminhe para um quadro de fascinação.

A fascinação é o tipo de obsessão mais comum entre médiuns e trabalhadores espíritas e, talvez, o mais grave para eles, em função da dificuldade de ser diagnosticada. A pessoa se vangloria das coisas absurdas e que fala e faz sob influência de seus parceiros invisíveis e se julga acima do juízo dos seus pares. Como o próprio nome sugere, ele fica fascinado consigo mesmo, com sua capacidade mediúnica, seu aparente discernimento, sua inteligência e liderança… Obviamente, o obsediado não aceita a ideia de que não é exatamente tudo que sente de si mesmo, tampouco aceita críticas à sua postura ególatra.

Nessa condição, em função de uma simbiose mais profunda entre os integrantes da união obsessor-obsediado (1), que podem ser vários, fica cada vez mais difícil determinar até onde vai a influência recebida e onde começa o produto mental  do obsediado. Os antigos inimigos atacam os pontos considerados mais vulneráveis do seu oponente, exacerbando a arrogância e a agressividade, ou fazendo com que a pessoa se afaste de tudo a passe a se ver com um pária ou o oposto, um missionário divino, incompreendido pela sociedade que o envolve.

Essas idéias vão se cristalizando, os efeitos da influenciação passam a atingir o corpo físico, que passa a dar sinais de exaustão, incluindo-se aí as crises de depressão, problemas cardiovasculares, alérgicos e outras doenças imunomediadas, além de enfermidades de todos os matizes. Vocês precisam saber que as influências se fazem sentir principalmente sobre o perispírito da pretensa vítima e, a partir daí, passa a afetar o corpo físico da pessoa, que pode ser internada, mas seu organismo não responde favoravelmente aos tratamentos instituídos.

O tratamento físico deve ser complementado com a orientação espiritual para tais casos.

O quadro acaba se convertendo em profunda subjugação do obsediado, que vive em um  mundo separado e foge de todos que tentam auxilia-lo. Sua fobia pelas pessoas capazes de trazer um pouco de equilíbrio e sua dificuldade em aceitar sugestões e idéias dos mais próximos também caracteriza essa condição. Na subjugação, o obsediado torna-se um misto de suas próprias idéias doentias e aquelas que lhe foram enxertadas pelos obsessores, com amplo predomínio dessa última.

A perda do controle por parte da vítima chega a níveis indescritíveis, quando até as suas
funções fisiológicas estão sob o efeito da enxertia em curso. Os obsessores, particularmente quando movidos pelo ódio, fazem a pessoa passar pelas situações mais vexatórias, além de atitudes agressivas e lesivas à coletividade. Daí muitas religiões utilizarem o nome “possessão” para esses casos, o que não fazemos uma vez que essa terminologia se consagrou nos círculos de exorcismos e não aceitamos a idéia de que existam espíritos criados por Deus e que estão destinados à prática do mal par a eternidade.

Todos evoluem e eles também o fazem. O termo possessão também deixou de ser considerado em função do fato de que o espírito obsessor, embora tenha o domínio quase absoluto da vontade do indivíduo obsediado, não se encontra, de fato, “sensu strictu”, de posse do corpo de sua vítima, uma vez que apenas o próprio espírito do encarnado pode habitar seu corpo físico.

Muitos encarnados são tomados como maníacos ou loucos e internados em casas assistenciais, ou mantidos sobre efeito de poderosos sedativos. Lesões físicas e mentais podem se estabelecer e seu tratamento será demorado e sem garantias de que não se formarão sequelas, as quais podem sobrevir em função dos efeitos que a obsessão profunda e prolongada pode ter sobre o “soma” e sobre a “psyche”.

Após a falência moral do amigo e sua condução para locais de liberdade controlada ou ao suicídio, os obsessores, que atingiram o seu objetivo, podem agora se afastar e comemorar a derrocada de sua vítima. Existem menos obsediados em presídios e casas assistenciais do que nas ruas.

Quando o alvo do processo obsessivo apresenta uma relevância maior para a estrutura de poder das trevas, a obsessão pode ser complementada com o auxílio de dispositivos tecnológicos capazes de exacerbar a influência dos obsessores, caracterizando um tipo de processo obsessivo para o qual a maioria das casas espíritas ainda não despertou, as obsessões mais complexas. Esse relativo desconhecimento da existência de aparelhos tem diversas origens, mas reside principalmente na dificuldade dos trabalhadores espíritas reconhecerem a verdadeira natureza da vida espiritual como uma continuação da vida no plano físico, aonde a tecnologia vem se tornando um aspecto cada vez mais presente e os processos obsessivos não constituem exceção.

Livro Vida Além da Vida Volume I
Pelos espíritos Ishmael e Joseph Gleber
Psicografia de Elerson Gaetti Jardim Junior

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Uma resposta para Vida Além da Vida – Volume I – Obsessão

  1. Wilson disse:

    Roteiro para evitar a Obsessão.

    1) O Mestre Allan Kardec em seus Livros explica que a Obsessão tem sua causa nas imperfeições morais da alma, essas imperfeições morais são basicamente os maus pensamentos, vícios, maus desejos, maus hábitos, os maus espíritos exploram essas fraquezas morais para se aproximarem de nós, devido a nossa invigilancia mental e moral.
    O Mestre Jesus disse, orai e vigiai.
    A oração sincera e pura feita com pensamentos elevados e nobres vai estabelecer sintonia vibratória com os espíritos de luz, dessa forma atraímos para nós a assistência luminosa dos bons espíritos.
    Tudo depende das nossas condições morais, uma pessoa com maus pensamentos, vícios e sentimentos impuros de ódio, ciúmes, inveja, rancor, falsidade, desonestidade, racismo, esta sempre em sintonia com espíritos desencarnados que pensam e sentem a mesma coisa, o mal atraindo o mal.
    Tudo é sintonia vibratória dos pensamentos.
    O Bem tem sintonia com o Bem.
    O mal tem sintonia com o mal.

    2) Vejamos uma observação importante do Mestre Kardec.

    Assim como as doenças são o resultado das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas do exterior, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um mau Espírito. A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral, é necessário opor uma força moral. Para preservar das doenças, fortifica-se o corpo; para garantir contra a obsessão, é necessário fortificar a alma. Disso resulta que o obsedado precisa trabalhar pela sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente para o livrar do obsessor, sem socorrer-se de outras pessoas. Esse socorro se torna necessário quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque o paciente perde, por vezes, a sua vontade própria e o seu livre arbítrio.

    Podemos concluir o seguinte.
    São as nossas imperfeições morais que atraem os maus espíritos, portanto, temos que lutar contra as nossas imperfeições morais para podermos afastar os maus espíritos.
    A luta não é contra os maus espíritos e sim contra nós mesmos, temos que nos depurar moralmente para podermos resistir as influencias espirituais negativas.
    Assim, como o calor repele o frio, o bem repele o mal.
    Não havendo sintonia vibratória dos pensamentos os maus espíritos se afastam.

    3) Uma outra questão importante colocada pelo Mestre Allan Kardec é ineficácia do uso de objetos matérias para afastar os espíritos inferiores e obsessores, o uso de amuletos, talismã, roupas brancas, imagens de santos, velas, despachos, exorcismos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, são praticas sem nenhum valor espiritual.
    Vejamos as colocações doutrinarias do Mestre Kardec.
    Outra verdade, igualmente verificada pela experiência, e que a lógica comprova, é a completa ineficácia de exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores ou quaisquer símbolos materiais.
    Vejamos outra observação doutrinaria.

    A questão 554 de “O Livro dos Espíritos” corrobora essa posição. Confiramos:
    P.: “Que efeito pode produzir fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendam dispor do concurso dos Espíritos?”
    R.: “(…) Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes são só atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais”. E continua mais adiante: “Ora, muito raramente aquele que seja bastante simplório para acreditar na virtude de um talismã deixará de colimar um fim mais material do que moral. Qualquer, porém, que seja o caso, essa crença denuncia uma inferioridade e uma fraqueza de ideias que favorecem a ação dos espíritos imperfeitos e escarninhos”.

    Em “O Livro dos Médiuns”, é perguntado aos Espíritos Superiores:
    “Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns”?

    R.: “Esta pergunta era escusada, porquanto bem sabes que a matéria nenhuma ação exerce sobre os Espíritos. Fica bem certo de que nunca um bom espírito aconselhará semelhantes absurdidades. A virtude dos talismãs, de qualquer natureza que sejam, jamais existiu, senão, na imaginação das pessoas crédulas”.

    O Codificador Allan Kardec comentou, concluindo e reiterando a total desvinculação do Espiritismo com o pensamento mágico propalado pelas religiões e crenças fetichistas:

    “Os Espíritos são atraídos ou repelidos pelo pensamento e não por objetos materiais (…). Em todos os tempos os Espíritos superiores condenaram o emprego de signos e de formas cabalísticas; e todo Espírito que lhes atribui uma virtude qualquer ou que pretende dar talismãs que denotam magia, por aí revela a própria inferioridade, quer quando age de boa-fé e por ignorância, (…) quer quando conscientemente (…). Os sinais cabalísticos, quando não são mera fantasia, são símbolos que lembram crenças supersticiosas na virtude de certas coisas, como os números, os planetas e sua correspondência com os metais, crenças nascidas no tempo da ignorância e que repousam sobre erros manifestos, aos quais a ciência fez justiça, mostrando o que há sobre os pretensos sete planetas, os sete metais, etc. A forma mística e ininteligível de tais emblemas tem o objetivo de os impor ao vulgo (…), aquilo que não compreende.”

    4)Vejamos uma observação muito importante do Professor J. Herculano Pires sobre essa questão.
    Não se deixe atrair por macumbas e as diversas formas de mistura de religiões africanas com as nossas crendices nacionais.
    Não pense que alguém lhe pode tirar a obsessão com as mãos. Os passes têm por finalidade a transmissão de fluidos, de energias vitais e espirituais para fortificar a sua resistência.
    Não confie em passes de gesticulação excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por Jesus e praticada por Ele. É uma doação humilde e não uma encenação, dança ou ginástica.
    Não carregue amuletos nem patuás ou colares milagrosos. Tudo isso não passa de superstições provindas de religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional.
    Estude o Espiritismo e não se deixe levar por tolices.
    Dedique-se ao estudo, mas não queira saltar de aprendiz a mestre, pois o mestrado em espiritismo só se realiza no plano espiritual. Na Terra somos todos aprendizes, com maior ou menor grau de conhecimento e experiência.

    Como disse Herculano Pires: Não carregue amuletos nem patuás ou colares milagrosos. Tudo isso não passa de superstições provindas de religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional.

    Isso diz tudo.

    5) As causas básicas das Obsessões foram colocadas por Emmanuel e Cheila na psicografia de Chico Xavier, são:
    a) a cabeça e mãos desocupadas
    b) a palavra irreverente
    c) a boca maledicente
    d) a conversa inútil e fútil prolongada
    e) a atitude hipócrita
    f) o gesto impaciente
    g) a inclinação pessimista
    h)o apego demasiado a coisas e pessoas
    i) o comodismo exagerado
    j) a solidariedade ausente
    m) considerar nosso trabalho excessivo
    n) o desejo de apreço e reconhecimento
    o) o impulso de exigir dos outros mais do que de nós mesmos
    p) fugir para o álcool ou drogas estupefacientes

    São essas imperfeições morais que atraem pela sintonia vibratória dos pensamentos os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores do plano astral, a defesa psíquica contra os maus espíritos esta em nossa melhoria Moral e Mental.
    O Mestre Allan Kardec, fala em seus livros, que a autoridade que o homem tem sobre os maus espíritos esta no ascendente Moral, enquanto maior este maior é a autoridade, tudo depende do ascendente Moral.
    O Mestre Allan Kardec explica, que são as nossas imperfeições morais que vão atrair os maus espíritos, da mesma forma, que as moscas farejam as chagas do corpo, os maus espíritos farejam as chagas morais da alma, para evitar as moscas basta limpar o corpo, para evitar os maus espíritos, basta Limpar nossa alma de suas impurezas morais, essa LIMPEZA MORAL é muito importante para podermos repelir os espíritos perturbadores e obsessores.

    6) Vamos tratar da Obsessão ligada aos Vícios, muitos espíritos desencarnados estão fortemente apegados aos vícios e desejos terrenos, como eles não possuem mais seus corpos físicos para saciarem seus desejos e vícios, eles vão procurar algum encarnado que tenha os mesmos desejos e vícios, para absorverem os fluidos da nicotina, da bebida alcoólica e das drogas.
    Os desencarnados viciados encostam seu perispirito no perispirto do encarnado que esta bebendo ou fumando e sugam as emanações fluídicas dessas substancias é o Vampirismo psíquico.
    Cada vicio é uma porta aberta para a influencia nociva dos espíritos inferiores viciosos do plano astral, é por isso que devemos combater todas as formas de vícios e maus desejos, para podermos repelir esses espíritos inferiores e obsessores.
    O vicio entra em sintonia com o vicio.
    Todo encarnado viciado é uma pressa fácil para a ação nefasta de espíritos inferiores e ignorantes do mundo espiritual, pela sintonia vibratória dos pensamentos, atraímos espíritos desencarnados que tem uma certa afinidade com a nossa forma de pensar, sentir e agir.
    Os semelhantes atraindo os semelhantes, essa é a Lei.
    Os encarnados viciados na bebida são canecos vivos para espíritos desencarnados viciados no álcool.
    Os encarnados viciados no cigarro são piteiras vivas para espíritos desencarnados viciados na nicotina.

    7) Vejamos as explicações de Ramatis sobre essa questão.

    a)São poucos os encarnados que sabem do ter¬rível perigo que se esconde por detrás do vício do álcool, pois a embriaguez é sempre uma das situações mais visadas pelos espíri¬tos viciados que procuram a desejada “ponte viva” para satisfação de seus desejos no mundo da matéria.
    Os espíritos desencarnados ainda escravos das paixões e vícios da carne — em virtude da falta do corpo físico — são tomados de terrível angústia ante o desejo de ingerir o álcool com o qual se viciaram desbragadamen¬te no mundo físico. Devido à fácil excitabilidade natural do corpo astral, esse desejo se centuplica, na feição de uma ansiedade insu¬portável e desesperadora, como acontece com os morfinômanos, que só se acalmam com a morfina! E um desejo furioso, esmaga¬dor e sádico; a vítíma alucina-se vivendo as visões mais pavorosas e aniquilantes! E quando isso acontece com espíritos sem escrú¬pulos, eles são capazes de todas as infâmias e torpezas contra os encarnados, para mitigarem a sede de álcool, assemelhando-se aos mais desesperados escravos do vício dos entorpecentes.

    Os neófitos sem corpo físico, que aportam ao Além ardendo sob o desejo alcoólico, logo aprendem com os veteranos desencar¬nados qual seja a melhor maneira de mitigarem em parte a sede alcoólica. Como já temos dito por diversas vezes, depois de desen¬carnadas as almas se buscam e se afinizam atraídas pelos mesmos vícios, idéias, sentimentos, hábitos e intenções. Em conseqüência dessa lei, os encarnados que se viciam com bebidas alcoólicas passam também a ser acompanhados de espíritos de alcoólatras já desencarnados, ainda escravos do mesmo vício aviltante, que tudo fazem para transformar suas vítimas em “canecos vivos”, para saciarem seus desejos.

    Em geral, os infelizes alcoólatras ao deixarem seus corpos cozi¬dos pelo álcool nas valetas, nos catres de hospitais ou mesmo em leitos ricos, aqui despertam enlouquecidos pelo desejo desesperado de satisfazer o vício. Quando se defrontam com a realidade da sobrevivência no Além-Túmulo e compreendem que a vida espiritual superior exige a libertação do vício degradante, desesperam-se e negam-se a abdicar do seu desejo pervertido.
    Apenas um reduzido número deles se entrega submisso à terapia do sofrimento purifica¬dor e consegue resistir ao desejo mórbido, para lograr a maior elimi¬nação possível do eterismo tóxico remanescente, do álcool, e então recebe o auxílio dos benfeitores e é ajudado a vencer a fase mais cruciante após a sua desencarnação. Certas almas corajosas e decidi¬das, depois de se desligarem completamente dos desejos do álcool, entregam-se ardorosamente ao serviço de socorro aos alcoólatras, junto à Crosta, não só influenciando-os para que deixem o vício, como cooperando nos ambientes espirituais e junto às instituições religiosas, conduzindo para ali doentes e sofredores alcoólatras, a fim de inspirar-lhes a mais breve libertação do domínio do terrível adversário.

    Eis o motivo por que alguns médiuns videntes verificam, surpresos, que, enquanto alguns espíritos de ex-embriagados coo¬peram nos seus trabalhos mediúnicos, outros ainda rebeldes e inconformados preferem aviltar-se ainda mais na execrável tarefa de preparar “canecos vivos” que, na superfície da Terra, operem escravizados para satisfazer aos seus desejos.

    A desencarnação não destrói os desejos, pois estes são psíquicos e não físicos. Após a morte corporal, quando a alma se vê impedida da satisfação alcoólica, é justamente quando o seu desejo ainda mais recrudesce e a idéia da impossibilidade de saciar o vício produz-lhe atroz desespero.

    Há muito tempo a tradição ocultista vos ensina que o corpo astral, como um dos veículos que compõem o perispírito, é realmente o “corpo dos desejos”, no qual sedia-se o desejo do espírito e conservam-se todos os resíduos produzidos pela sua emotividade e paixões vividas nos milênios findos. Através desse sutilíssimo corpo astral, constituído de toda a essência psíquica emotiva desde a sua origem planetária, é que realmente se mani¬festa o desejo do espírito. Nessa contextura delicadíssima atuam, gritam e dominam todos os ecos e estímulos das paixões, desejos e vícios que hajam vibrado na alma através de suas anteriores encarnações físicas. E por isso que a simples perspectiva de não poderem saciar a angustiosa sede de álcool, trazida da Terra, deixa esses infelizes alcoólatras cegos e enlouquecidos sob os mais cru¬ciantes acometimentos. Rompem-se-lhes as algemas de qualquer convenção ou deveres afetuosos, levando-os a praticar as mais vis torpezas para conseguir o álcool.

    Aqueles que já presenciaram os ataques etílicos dos alcoólatras e se compungiram pelos seus alucinantes delírios, sem dúvida não observaram vinte por cento do que acontece a esses infelizes desesperados pelo vício, quando lançados brutalmente no mundo astral! Além disso, as entidades das sombras procuram auxiliar os viciados recém-chegados ao espaço, ensinando-os a ter paciência e a buscar o seu “médium eletivo”, na crosta terráquea, a fim de torná-lo um dócil “caneco vivo” que, na forma de um canal, lhes mitigará no mundo material a sede ardente do álcool.

    b) O indivíduo que perde o seu domínio mental e escraviza-se ao vício de fumar revela-se um candidato em potencial para outras investidas perigosas no seu psiquismo vulnerável. Assim que decaia na sua segurança moral, que negligencie com a estabilidade espiritual no mundo, constitui uma brecha a permitir a interferência possessiva de algum espírito desencarnado e sedento de satisfazer igual vício. Obvia-mente, quem não pode livrar-se de uma prática nociva, como é o tabagismo, é sempre mais difícil desprender-se de uma “vontade oculta”; e o espírito do Além-Túmulo goza plena liberdade de agir invisivelmente.
    Considerando-se que os espíritos desencarnados são apenas as entidades que se moviam pela Terra através de corpos carnais, é óbvio que do “lado de cá” vivem as mesmas espécies da fauna humana terrícola! Em conseqüência, também é grande o número de espíritos de “ex-fumantes” inveterados, que embora despidos do corpo carnal, ainda estão presos ao vício tolo de engolir fumaça irritante cultivado na matéria. E como o desejo não é próprio do corpo físico, mas inerente ao espírito imortal, os viciados do Além-Túmulo necessitam de uma ponte viva e dinâmica para ligarem-se ao objeto do seu vício inexistente no mundo espiritual. Assim, os mais inescrupulosos ou sedentos vivem à cata de outros viciados encarnados, que lhes possam satisfazer a angústia taba¬gista! Eles procuram verdadeiras “piteiras vivas” para fumarem, assim como os alcoólatras sem corpo buscam “canecos vivos” para beberem, numa simbiose mediúnica eletiva!

    c) Os espíritos malfeitores, desencarnados, devido a lhes faltar o corpo físico, vivem sempre acicatados pelos desejos inferiores da matéria, os quais não podem ser saciados no mundo astral. Então procuram saciar-se de seus vícios e desregramentos buscando apoderar-se de criaturas desprotegidas, a fim de transformarem-nas em verdadeiras “pontes vivas” e assim conseguirem o meio de se fartar nos seus desejos mórbidos e desregrados. Através de processos e ciladas diabólicas, eles esgotam a vitalidade das infelizes criaturas que imprudentemente lhes caem sob o jugo satânico.
    São almas tenazes em seus objetivos torpes, que se debruçam incessantemente sobre o mundo da carne à procura de vítimas passivas e desleixadas, nas quais se apóiam para realizar os seus intentos malfazejos e usufruírem a volúpia das paixões pervertidas. A energia do mundo astral é vigoroso multiplicador da freqüência vibratória do perispírito liberto da carne; por isso, enquanto as almas elevadas centuplicam suas emoções dignas e mais se elevam aos planos angélicos, os espíritos inferiores sentem os seus desejos torpes ainda mais superexcitados pois, devido à lei vibratória de que os “semelhantes atraem os semelhantes”, suas paixões também recrudescem em contato com as energias sensuais detestáveis.
    Sentindo-se exacerbados em suas emoções degradantes, e impotentes para usufruírem as sensações que lhes eram os únicos prazeres na carne, os espíritos desregrados vêem-se obrigados a sintonizar o seu perispírito com o perispírito dos encarnados que porventura vibrem docilmente às suas sugestões e desejos viciosos. Através dessa simbiose subversiva, conseguem captar as sensações pervertidas dos encarnados, e então os corpos carnais dos terrícolas se transformam em condensadores vivos, que atendem à consumação dos desejos dos obsessores.
    Os pilotos das grandes aeronaves sabem que a harmonia do seu vôo depende fundamentalmente da sincronização de todos os motores num só diapasão de velocidade; sob a mesma lei, duas locomotivas que operem conjugadas, em exaustiva subida, também hão de lograr sucesso tanto quanto seja a perfeição do ajuste sincrônico das forças empregadas por ambas. Essa lei de correspondência vibratória e equilíbrio energético ainda age com mais sutilidade nas relações entre o mundo astral e o físico, facilitando que os espíritos viciados se conjuguem sincronicamente aos perispíritos dos encarnados, a fim de praticarem suas torpezas e saciarem seus apetites inferiores.

    d) No estado em que se encontra atualmente a civilização terrena, ainda são raras as criaturas que não possuem qualquer válvula capaz de abrir-lhes a intimidade do espírito à infiltração dos malfeitores do astral inferior. Variam as debilidades humanas de conformidade com as criaturas e suas realizações; os homens Íntegros em seus negócios e labores cotidianos podem ser vulneráveis à cólera ou à irritação; aqueles que são pacíficos e acomodados podem se desgastar pelo ciúme, sofrerem pelo amor-próprio ferido ou se intoxicarem pelas ingratidões;alguns, quando frustrados nos, seus ideais ou vítimas das discussões domésticas ou das decepções amorosas, buscam no álcool a sua compensação doentia, enquanto outros, radiantes de júbilo pela vida fácil, vivem corroídos pelo remorso da fortuna desonesta. Mesmo as criaturas mais sensatas e mais justas muitas vezes só podem ajustar as suas idéias e acalmar seus nervos ou impaciência devorando dezenas de cigarros e formulando assim inconsciente convite a algum outro viciado sem corpo, do Além.
    Não podemos enumerar toda a série de contradições, vícios, frustrações, defeitos ou emoções descontroladas que podem servir de motivos básicos ou de válvulas emotivas que auxiliam o êxito das operações obsessoras empreendidas pelos espíritos das trevas, graças à invigilância dos encarnados.
    Os desencarnados que ardem em desejos pelo álcool não perdem o seu tempo, operando sobre o encarnado que é abstêmio alcoólico, por saberem que perderão os seus esforços e não conseguirão levá-lo ao alcoolismo. Preferem, pois, encontrar criaturas afeitas ao álcool ou já debilitadas por outras paixões perigosas, a fim de levá-las ao desregramento por caminhos indiretos. Da mesma forma procedem os espíritos que eram fumantes inveterados e que se alucinam no Espaço pela falta do cigarro.
    8) Para finalizar vou colocar o seguinte.

    Os maus espíritos não têm nenhum poder sobre as pessoas de Bem, os bons pensamentos, os sentimentos elevados e as atitudes corretas e honestas, vão sempre repelir as influências espirituais negativas, o Bem é mais forte que o mal, são as nossas imperfeições morais que atraem os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores, portanto, a nossa luta é contra as nossas imperfeições morais, combatendo elas os maus espíritos se afastam gradualmente. Assim como as moscas farejam as chagas do corpo, os maus espíritos farejam as chagas morais da alma, para afastar as moscas basta limpar o corpo das suas impurezas físicas, da mesma forma, a pessoa se depurando das suas impurezas morais, ela consegue repelir os espíritos perturbadores e obsessores.
    É na elevação moral dos pensamentos e sentimentos e na prática sincera do Bem e das Virtudes, que está a Defesa psíquica contra os maus espíritos.
    Não adianta usar amuletos, talismã, velas, roupas brancas, imagens de santos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, nada disso funciona, tudo reside em nossos pensamentos e sentimentos.

    Esse é um estudo que eu fiz sobre esse tema, espero te ajudado em alguma coisa.

    Wilson Moreno discípulo da Grande Luz.

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