Quem são meus irmãos?

Madre Tareza de Calcutá
Um dos maiores exemplos de amor ao próximo
“Enquanto Jesus ainda falava, achavam-se da parte de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe.  Alguém então lhe disse:  “Tua mãe e teus irmãos procuram falar-te.  Mas ele respondeu:  Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?  E estendendo a mão para os discípulos, exclamou:“Eis minha mãe e meus irmãos!  Porque todo aquele que ouve a palavra de Deus, e a põe em prática, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”  (Evangelho)A palavra falada, ou escrita, compõe-se de dois elementos:  forma e fundo; ou sejam:  corpo e espírito. A linguagem de Jesus é toda espiritual.  Quem quiser compreendê-lo deve buscar sempre o sentido de seus dizeres sob prisma puramente espiritual.  Ele serviu-se da forma, empregando-a para designar pensamentos transcendentes, dos quais a forma, em si mesma, não pode dar uma ideia precisa e clara.  Temos necessidade de ir além da forma, isto é, de desprezar a letra, a vestimenta da sua linguagem, buscando o espírito.  Só este é capaz de nos fazer penetrar a mente e o coração do Mestre.

Críticos, que se ativeram à letra, viram certa irreverência na resposta que ele dera quando procurado pela sua família.

Quem é minha mãe?  Quem são meus irmãos?  Estas interpelações devem ser consideradas espiritual, e não materialmente.

Será mãe a mulher que enjeita o filho abandonando-o em um portal qualquer?

Será mãe a mulher que mercadeja os atrativos físicos de sua filha?  Será mãe a mulher que estrangula o filho para esconder o fruto de seu opróbio?

Certamente que não.

Maternidade é dedicação, é desvelo, são cuidados e sacrifícios que a mulher generosamente despende em prol da infância, no desempenho da nobilíssima missão de que se acha revestida.  Maternidade é manifestação do amor.  Amar é por em prática a suprema lei divina, da qual Jesus foi o maior expoente na Terra.

Quem são meus irmãos?  Será os que se portam com indiferença para comigo?

Serão os que me desprezam, me aborrecem e me hostilizam?  Positivamente não.

Meus irmãos são aqueles que se interessam por mim, que são solidários comigo no prazer como na dor, na abundância como na miséria, na saúde como na enfermidade.  São aqueles que compartilham das minhas alegrias e das minhas aflições, que comigo riem e comigo choram.  Numa palavra:  meus irmãos são os que me amam, pouco importando sermos ou não filhos dos mesmos pais.

Os laços de sangue são uma contingência de momento; rompem-se com a morte.  São apenas um meio para atingir um fim:  a ligação espiritual, indestrutível, eterna.

Irmão, portanto, é também expressão daquele mesmo sentimento que caracteriza a verdadeira mãe:  amor.  Onde não há amor não há irmãos.  Ninguém pode ser irmão de outrem sem o amar.  E quem ama está pondo em execução o mandamento primacial corporificado em Jesus Cristo.

Ao presente solilóquio:  “Quem são meus irmãos?”, retrucaremos com o Mestre:  Meus irmãos são os que ouvem e põem em prática a palavra de Deus.

Livro:  Nas Pegadas do Mestre
Autor:  Vinicius (pseudônimo) – Pedro de Camargo
8ª Edição em 1992 – Editora Federação Espírita Brasileira (FEB) –
Páginas:  33 até 34 – Brasília-DF – 1933

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