COMO SE VER LIVRE DA OBSESSÃO?

No cap. XXIII de O Livro dos Médiuns (LM), Kardec afirma que “Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.” Toda influência negativa de um Espírito desencarnado sobre um encarnado é uma obsessão. Como os Espíritos influem nos pensamentos dos encarnados “a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem” (questão 459 de O Livro dos Espíritos), num mundo de provas e expiações como o nosso, onde o orgulho e o egoísmo predominam, a influência negativa de desencarnados sobre encarnados ainda é algo muito comum. 

Kardec classifica a obsessão em três tipos: obsessão simplesfascinação, e subjugação. A primeira consiste da imposição insistente de um Espírito malfazejo sobre um médium, impedindo-o de receber comunicações de outros Espíritos. Na obsessão simples, a pessoa sabe que “que se acha presa de um Espírito mentiroso e este não se disfarça; de nenhuma forma dissimula suas más intenções e o seu propósito de contrariar. O médium reconhece sem dificuldade a felonia e, como se mantém em guarda, raramente é enganado.” (item 238, LM).  

Na fascinação, o médium não acredita que está sendo enganado. Ela paralisa o raciocínio impedindo a pessoa “de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente.” (item 239, LM). 

Por fim, “A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado. Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo.” (item 240, LM). 

Para evitar essa influência negativa, os bons Espíritos fazem uma importante recomendação através da análise de um caso sério de obsessão sofrida por algumas senhoras (item 252, LM). Ao ser evocado, o Espírito que as influenciava “mostrou-se de grande perversidade e inacessível a qualquer sentimento bom.” Mesmo as preces que foram feitas por ele, não tiveram muito efeito e a obsessão perdurava. Questionado a respeito, um Espírito superior disse a Kardec que a origem da obsessão estava no desejo de desforra do Espírito que fora, para elas, em vida “um burro de carga”, e que a maledicência delas afastava seus Espíritos protetores: “Entretanto, se conseguirem melhorar-se, seus anjos guardiães se aproximarão e a simples presença deles bastará para afastar o mau Espírito, que não se agarrou a uma delas em particular, senão porque o seu anjo guardião teve que se afastar, por efeito de atos repreensíveis, ou maus pensamentos. O que precisam é fazer preces fervorosas pelos que sofrem e, principalmente, praticar as virtudes impostas por Deus a cada um, de acordo com a sua condição. 

Kardec conclui: “as imperfeições morais dão azo à ação dos Espíritos obsessores e que o mais seguro meio de a pessoa se livrar deles é atrair os bons pela prática do bem.”

Alexandre Fontes da Fonseca

a.f.fonseca@bol.com.br
Bauru, SP (Brasil)

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