O Deficiente – Doenças Congênitas, Monstros e Prodígios

Nenhum pai ou mãe deseja ou aceita com normalidade filhos com defeito congênito. Deve ser um dos momentos mais difíceis para o médico ou equipe hospitalar, quando precisa comunicar a família que o bebê não saiu de acordo com os projetos sonhados. Para tais situações se faz necessário adotar-se uma generosa postura de aceitação fundamentadas no amor que Jesus nos ensinou.

Se a sociedade ainda alimenta preconceitos raciais de cor e contra a pobreza, podemos fazer idéia de como está marcada a história cultural das deficiências físicas que podem se manifestar até mesmo em alguém de nossa descendência. Obstinados pelo preconceito, essas pessoas são vistas como híbridos animais e até algumas décadas atrás eram exibidas como aberração da natureza em atração circense. Doença congênita é muito terrível sim, mas nada que impossibilite essas pessoas de viverem plena e produtivamente.

 

São múltiplos e diferentes os casos da deficiência congênita que temos conhecimento na história da humanidade. Poderíamos começar lembrando a história do gigante caolho que Ulisses derrota na odisséia, poema épico de Homero, é uma deformação em que a criança nasce apenas com um olho, ciclopia; a Síndrome de Hurler, ou Gargulismo, deficiência genética no metabolismo de açucares que causa deformação facial, Gêmeos Siameses,
(com duas cabeças no mesmo corpo), podemos incluir ainda a Síndrome de Down e os conhecidos casos de cérebro exposto, as más formações de mãos e pés, corpos humanos com cabeças de supostos animais etc…

Devido à falta de explicação para a origem de tantos defeitos, a ciência acabou colaborando com o desenvolvimento de crenças e mitos dos mais variados.

Mas graças aos avanços das pesquisas da genética molecular e o projeto Genoma Humano, muitos ou quase metade desses defeitos congênitos já tem explicação; e a outra parte seriam de causa desconhecida.

Cuidados básicos que a gestante deve ter, tais como não fumar, não beber, alimentar-se bem, fazer os exames pré-natais, etc, contribuem para a prevenção e diminuição de riscos, embora muitos dos casos de doença genética sejam casuais, independendo de fatores de risco. Enquanto não possuimos os meios de diminuirmos esses casos, o que devemos fazer é levar a zero o preconceito com relação ao deficiente.

A questão 335 do Livro dos Espíritos diz que além do gênero de vida que lhe deve servir de prova, o espírito pode também escolher o corpo, porque as imperfeições deste corpo são para ele provas que ajudam o seu progresso, se vence os obstáculos que nele encontra. Mas a escolha não depende sempre dele.

Quando o espírito é atrasado ou não tem aptidão para fazer uma escolha com conhecimento de causa, Deus lhe impõe experiências como instrumento de expiação. Os espíritos mais evoluídos fazem o próprio planejamento, conscientes de suas responsabilidades que lhe servirão de provação.

(Artigo originalmente publicado no Informativo Peixinho Vermelho n. 52 em 24/10/2003 e reproduzido com autorização do Centro Espírita Seareiros de Jesus)

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