Conduta Espírita: Do Dirigente de Reuniões Doutrinárias, por André Luiz

Ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e disciplina na consecução das próprias tarefas.

Somente a forja do bom  exemplo plasma a autoridade  moral.

Observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e assiduidade, fugindo de realizar sessões mediúnicas inopinadamente, por simples curiosidade ou ainda para atender a solicitação sem objetivo justo.

Ordem  mantida, rendimento avançado.

Em favor de si mesmo e dos corações que se lhe associam à experiência, não se deixar conduzir por excessiva credulidade no trabalho direcional, nem alimentar, igualmente, qualquer prevenção contra pessoas ou assuntos.

Quem se demora na margem, sofre atraso em caminho.

Interdizer a participação de portadores de mediunidade em desequilíbrio nas tarefas sistematizadas de assistência mediúnica, ajudando-os discretamente no reajuste.

Um doente-médium não pode ser um médium-sadio.

Colaborar para que se não criem situações constrangedoras para qualquer assistente, seja ele médium, enfermo ou acompanhante, procurando a paz de todos em todas as circunstâncias.

O proveito de uma sessão é fruto da paz. Impedir, sem alarde, a presença de pessoas alcoolizadas ou excessivamente agitadas nas assembleias doutrinárias, excetuando-se nas tarefas programadas para tais casos.

A caridade não dispensa a prudência.

Esclarecer com bondade quantos se apresentem sob exaltação religiosa ou com excessivo zelo pela própria Doutrina Espírita, à feição de fronteiriços do fanatismo.

O conselho fraterno existe como necessidade mútua.

Desaprovar o emprego de rituais, imagens ou símbolos de qualquer natureza nas sessões, assegurando a pureza e a simplicidade da prática do Espiritismo.

Mais vale um sentimento puro que centenas de manifestações exteriores.

Rejeitar sempre a condição simultânea de dirigente e médium psicofônico, por não poder, desse modo, atender condignamente nem a um nem a outro encargo.

Em qualquer atividade, a disciplina sedimenta o êxito.

Fugir de julgar-se superior somente por estar na cabina de comando.

Não é a posição que exalta o trabalhador, mas sim o comportamento moral com que se conduz dentro dela.

“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus-Cristo, assim também andai nele.” — Paulo.
(COLOSSENSES, 2:4.)

Do livro Conduta Espírita pelo espírito André Luiz, psicografado por Waldo Vieira.

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Uma resposta para Conduta Espírita: Do Dirigente de Reuniões Doutrinárias, por André Luiz

  1. wilson disse:

    Observações Espíritas
    1)Podemos observar alguns pontos importantes, Deus o Grande Foco de Luz rege e regula toda a Obra Universal através de Leis naturais, eternas e imutáveis, não existem milagres e nem o sobre natural na Obra divina, tudo é Ciência, tudo é Racional, tudo é Evolução, tudo é Sabedoria profunda na Obra do Grande Foco ( Deus).
    O Espiritismo puro prega a fé raciocinada no Criador, sem misticismos e sem fantasias, todos os fenômenos espíritas ou mediúnicos são fenômenos naturais regulados por Leis naturais e imutáveis que são as Leis de Deus o Grande Foco.

    O ser humano é um Espírito encarnado, as faculdades intelectuais e as faculdades morais pertencem ao Espírito que é o ser pensante.
    A matéria física ou matéria corporal não pensa e nem sente
    É no Espírito que residem o pensamento, a vontade, o raciocínio, os sentimentos, as emoções, o senso moral.
    Nós somos espíritos e não somente carne e ossos.
    A finalidade da vida terrena é desenvolver as forças morais e intelectuais do espírito, estamos encarnados é para Evoluir, conquistando novos conhecimentos e novas Virtudes.
    Precisamos combater as nossas imperfeições morais para podermos Evoluir.

    2)Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, repleta da mais alta moralidade, livre de toda paixão inferior; seus conselhos exaltam a sabedoria mais pura e sempre têm por objetivo nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. A linguagem dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, muitas vezes banal e até mesmo grosseira; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância. Zombam da credulidade e se divertem à custa daqueles que os interrogam ao incentivar a vaidade, alimentando seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem.

    Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e o mundo físico uma ação incessante. Eles agem sobre a matéria e o pensamento e constituem uma das forças da natureza, causa determinante de uma multidão de fenômenos até agora inexplicável ou mal explicada e que apenas encontram esclarecimento racional no Espiritismo.
    As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem e estimulam para o bem, sustentando-nos nas provações da vida e ajudando-nos a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos sugestionam para o mal; é um prazer para eles nos ver fracassar e nos assemelharmos a eles.

    A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna, elevada, nobre, sem qualquer mistura de trivialidade. Eles dizem tudo com simplicidade e modéstia, nunca se vangloriam, não fazem jamais exibição do seu saber nem de sua posição entre os demais. A linguagem dos Espíritos inferiores ou vulgares tem sempre algum reflexo das paixões humanas. Toda expressão que revele baixeza, auto-suficiência, arrogância, fanfarronice, mordacidade é sinal característico de inferioridade. E de mistificação, se o Espírito se apresenta com um nome respeitável e venerado.
    Não devemos julgar os Espíritos pelo aspecto formal e a correção do seu estilo, mas sondar-lhes o íntimo, analisar suas palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção. Toda falta de lógica, de razão e de prudência não pode deixar dúvida quanto à sua origem, qualquer que seja o nome de que o Espírito se enfeite.

    3)Os Espíritos de Luz não possuem necessidades matérias, eles estão moralmente depurados, seus pensamentos e sentimentos são sempre elevados, puros, nobres e sua cultura é ampla e profunda, eles tem por objetivo ajudar as pessoas a se melhorarem moralmente e espiritualmente, sua Linguagem é sempre digna, elevada, lógica e seus ensinamentos são Moralizadores, tentando iluminar as pessoas.
    Os espíritos de Luz não necessitam de coisas matérias, os espíritos que pedem charutos, cachaça, cigarros, despachos e sacrifícios de pobres animais, são espíritos moralmente atrasados, apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos.
    E muito desses espíritos podem ser maldosos, maliciosos, astutos, embusteiros e obsessores, cuidado com a conversa mole deles, eles falam macio.
    Não podemos aceitar nada que venha dos espíritos desencarnados sem rigoroso exame, tudo que venha do plano espiritual através de mensagens e comunicações, tem que passar pelo Crivo severo da Razão e da lógica, qualquer ofensa a razão, a lógica e a moral elevada, deve ser rejeitado.
    Os maus espíritos não suportam o exame racional das suas mensagens.
    Numa reunião mediúnica devemos sempre analisar com muito cuidado a Linguagem e os ensinamentos dado pelos espíritos desencarnados, qualquer expressão grosseira, vulgar, agressiva, ou ensinamentos sem elevação racional e moral, denuncia a presença de espíritos inferiores e atrasados.
    Um espírito desencarnado se manifesta numa reunião mediúnica usando uma Linguagem pesada, vulgar, chula, trivial, sem lógica, sem uma moral sã, e eles pedem coisas matérias, como, cachaça, cigarros, charutos, despachos e sacrifícios de pobres animais, vamos concluir, que são espíritos ainda presos as paixões e vícios terrenos, sua forma de pensar e sentir ainda esta materializada.
    Portanto, vamos analisar com muito cuidado e critério as mensagens e comunicações dos espíritos desencarnados.
    Não devemos esquecer, que os espíritos desencarnados são seres humanos sem seus corpos físicos e que a morte ou desencarnação não modifica o espírito no campo moral e intelectual, o mundo espiritual é o reflexo do mundo corporal.

    4) Uma outra forma de reconhecer a elevação dos espíritos desencarnados é a sua ligação com o médium, os bons espíritos atuam de forma suave, agradável e benéfica, o médium sente um bem-estar uma sensação de paz, equilíbrio e conforto.
    A atuação dos espíritos inferiores é pesada, cansativa, provoca um mal- estar, uma agitação febril, um desgaste, basta analisar como o médium se sente quando os espíritos atuam nos contatos mediúnicos.
    Os maus espíritos quando atuam em certos médiuns, eles querem dominar o corpo físico da pessoa e fazer o médium pular, gritar, xingar, bater na mesa, derrubar as cadeiras, ameaçar as pessoas, tudo isso é sinal da presença de espíritos inferiores e obsessores.
    Os Bons espíritos ou espíritos de Luz quando atuam no médium eles respeitam o corpo físico da pessoa, atuam de forma branda, suave, sem agitações e sem desgastes.
    Uma outra questão importante, nos contatos mediúnicos, temos que entender que o corpo físico do médium pertence ao espírito do médium e não ao espírito comunicante, portanto, o médium pode e deve controlar as manifestações dos espíritos desencarnados, o médium disciplinado, com elevação moral, que procura estudar e procura desenvolver a sua Força de Vontade, ele pode naturalmente controlar as comunicações dos espíritos inferiores e obsessores.
    Um exemplo, um espírito se manifesta no médium forçando o mesmo a gritar, xingar e cair no chão, o espírito do médium ligado vibratoriamente ao seu organismo físico, pode bloquear essas manifestações, basta usar a sua força de Vontade, sua disciplina mental e moral, que ele consegue controlar essas manifestações.
    O seu corpo físico pertence a você, somente você pode controlar ele, é por isso que nós temos o Livre arbítrio, que é a liberdade para pensar e agir.
    Essas observações que eu coloquei é sobre a psicofonia ( incorporação).

    5) Uma outra questão importante são os elogios que os espíritos fazem a certas pessoas, quando esses elogios forem longos, extensos e repetitivos, isso é um mal sinal.
    Os espíritos elevados são moderados em seus elogios.
    O excesso de elogios pode envaidecer as pessoas, e os espíritos embusteiros e mistificadores usam tal tática para captar a confiança dos médiuns e das pessoas, temos que tomar muito cuidado com o excesso desses elogios.

    Os Espíritos bons não fazem lisonjas. Aprovam o bem que se faz, mas sempre de maneira prudente. Os maus exageram nos elogios, excitam o orgulho e a vaidade, embora pregando a humildade, e procuram exaltar a importância pessoal daqueles que desejam conquistar.
    Como disse o Mestre Kardec os Bons espíritos são moderados em seus elogios.
    Uma outra questão são as previsões que os espíritos desencarnados fazem em suas comunicações, toda previsão com datas marcadas, dando dia, mês, ano, é sinal de mistificação.
    Os Espíritos levianos são ainda reconhecidos pela facilidade com que predizem o futuro e se referem com precisão a fatos materiais que não podemos conhecer. Os Espíritos bons podem fazer-nos pressentir as coisas futuras, quando esse conhecimento for útil, mas jamais precisam as datas. Todo anúncio de acontecimento para uma época certa é indício de mistificação.
    Uma outra questão importante, os espíritos de Luz ou espíritos elevados jamais vão humilhar uma pessoa em publico, eles procuram orientar as pessoas visando a sua melhoria moral, através de conselhos amigos.
    Qualquer sinal na Linguagem dos espíritos desencarnados que vá humilhar uma pessoa é sinal da presença de espíritos inferiores.
    Os Espíritos Elevados jamais humilham.

    6) Devemos desconfiar também dos nomes importantes que os espíritos tomam nas reuniões mediúnicas, os espíritos embusteiros, mentirosos e mistificadores gostam de usar nomes pomposos e veneráveis para seduzir e enganar as pessoas, eles se apresentam como Doutores ou médicos, para evitar essas coisas temos que seguir as recomendações doutrinarias do Mestre Kardec.
    Todas mensagens e comunicações que venha dos espíritos desencarnados tem que passar pelo Crivo severo da Razão e da lógica para poder ser aceito.
    Qualquer ofensa a Razão, a lógica, ao bom senso e a moral elevada, deve ser rejeitado, seja qual for o nome usado pelo espírito comunicante.
    Existe muitos mentirosos, hipócritas, embusteiros e sedutores desencarnados no plano astral.
    Tome cuidado.
    Como disse Kardec, os falsos profetas não existem somente entre os encarnados, existe em maior numero entre os desencarnados.
    Uma outra questão importante, esses espíritos que se apresentam em certos centros pedindo charutos, cigarros, cachaça, despachos e sacrifícios de pobres animais, são na realidade espíritos ainda apegados a matéria e aos vícios e desejos terrenos.
    Esses espíritos possuem seu eu materializado as coisas do mundo terra.

    Vejamos as palavras de Chico Xavier sobre essa questão.
    Para espíritos de luz, ou seja, espíritos superiores e puros, não existem necessidades materiais. Os espíritos que trabalham nos terreiros, em sua grande maioria, são aqueles que ainda guardam grandes necessidades das sensações terrenas e por isso usam os médiuns para absorvelas; quando não têm, fazem-no através dos despachos. São, na classificação da Doutrina Espírita, chamados de espíritos mais simples. É claro que existem aqueles outros que, mesmo tendo condição moral mais elevada,
    manifestam-se nos terreiros de Umbanda, guardando os procedimentos ali adotados.

    Chico Xavier fala, que os Espiritos de Luz não possuem necessidades matérias.

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